Tyson alega inocência em seu julgamento por porte de drogas

Mike Tyson alegou inocência na primeira audiência de seu julgamento por porte de drogas e por dirigir sob efeito das mesmas, nesta segunda-feira, em Phoenix, nos Estados Unidos. Campeão mais jovem da história dos pesos pesados, o ex-pugilista norte-americano pode ser condenado a 7 anos de prisão - haverá uma outra audiência no dia 26 de fevereiro. Tyson foi detido no dia 29 de dezembro, em Scottsdale, nos Estados Unidos. Segundo os policiais que o pararam na saída de uma boate, o ex-pugilista estava com pacotinhos de cocaína e ainda dirigia o carro sob efeito das drogas. Depois de ter sido detido, Tyson admitiu publicamente que é dependente de drogas. Mas, no julgamento que começou nesta segunda-feira, seus advogados optaram por alegar inocência. "Dependência de drogas é um crime sem vítimas", justificou um dos advogados de Tyson, David Chesnoff. "Acreditamos que esse tipo de crime não deva levar a pessoa à prisão." Durante a audiência, Tyson pouco falou. Disse apenas seu nome e a idade de nascimento. No mais, seus advogados fizeram a defesa. Na saída do Tribunal, o ex-pugilista evitou as entrevistas. Aos 40 anos, Tyson já foi preso duas vezes. Na primeira, foi condenado por estupro e passou três anos detidos (de 92 a 95). Depois, em 99, foram outros nove meses atrás das grades, por agredir duas pessoas após um acidente de carro. Atualmente, ele realiza uma turnê mundial fazendo lutas de exibição.

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