UCI rebate organizadores da Volta da França e diz que manterá reformas

A União Ciclística Internacional (UCI) emitiu comunicado oficial na tarde desta sexta-feira para responder aos organizadores da Volta da França, que, mais cedo, anunciaram que vão retirar a principal a principal volta ciclística do mundo do calendário da entidade a partir da temporada 2017. Na nota, a UCI garante que vai manter as reformas criticadas pela Amaury Sport Organisation (ASO).

Estadão Conteúdo

18 de dezembro de 2015 | 15h24

"A reforma vai oferecer estabilidade para todos e vai permitir ao nosso esporte crescer de forma sustentável, protegendo os interesses das partes interessadas. A UCI continua empenhada em implementar as reformas que foram acordadas e acredita plenamente que estão equilibrados os interesses de todos os envolvidos no ciclismo profissional", garante a UCI.

A ASO declarou em seu comunicado que disse à UCI que "optou pelo registro de seus eventos no calendário Hors Classe para a temporada de 2017", o que significa que terá mais liberdade para convidar as equipes que desejar para os seu eventos. A organização descreveu a reforma do calendário para 2017 como um "sistema de esporte fechado". Ela teme que o novo plano só irá reforçar o poder das mais poderosas equipes, e, finalmente, levar a um sistema de franquias.

"Mais do que nunca, a ASO permanece comprometida com o modelo europeu, e não pode comprometer os valores que ele representa: um sistema aberto que dá prioridade ao critério esportivo", disse. "É, portanto, neste novo contexto e dentro de seus eventos históricos que a ASO continuará a manter esses valores vivos".

Para a UCI, entretanto, a reforma "permitirá que a evolução sensata e gradual" do ciclismo de estrada masculino. A entidade lembra que ela foi aprovada pelo Conselho de Ciclismo Profissional e ratificada pelo Comitê Director da UCI. "Ela foi desenvolvida ao longo de dois anos de diálogo aberto entre um grupo diverso de partes interessadas, incluindo os organizadores de corridas, as equipes e os ciclistas."

As medidas da UCI incluem a implementação de licenças de três anos concedida a um máximo de 18 equipes para o circuito mundial entre 2017 e 2019 e a adoção de mais rigorosos protocolos antidoping. Um número limitado de novas provas também podem ser adicionadas, enquanto novas corridas já existentes serão submetidas a um rigoroso conjunto de normas. As equipes também serão obrigadas a seguir as regras sobre seus ciclistas e outros membros.

Mas a Associação Internacional de Organizadores de Provas de Ciclismo (AIOCC, na sigla em inglês), presidida pelo diretor da Volta da França, Christian Prudhomme, votou esmagadoramente contra as reformas no mês passado, expressando "extrema preocupação" sobre os planos da UCI.

O AIOCC também pediu para "um grupo de trabalho ser criado o mais rapidamente possível reunindo todas as partes interessadas, a fim de propor as necessárias medidas corretivas". Agora, com a saída da Volta da França do calendário da UCI, o racha no ciclismo aumentou.

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