Tasso Marcelo/AE
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UFC: Anderson Silva evita criar polêmica para a revanche contra Yushin Okami

Brasileiros se preparam para os combates do próximo sábado no Rio

Bruno Lousada e Paulo Fávero, estadão.com.br

25 de agosto de 2011 | 21h53

RIO - O brasileiro Anderson Silva entrou na sala de entrevistas sob muitos flashes e com um terno bem alinhado. Usando óculos e carregando o cinturão de campeão do peso médio, ele conversou nesta quinta-feira com 250 jornalistas de diversas partes do mundo que vieram ao Rio de Janeiro para mais uma edição do UFC.

Mas desta vez Anderson não queria ganhar os holofotes com frases fortes e provocações. Não entrou no clima de revanche com o japonês Yushin Okami, última pessoa a vencê-lo, em janeiro de 2006. No sábado colocará sua invencibilidade em jogo diante do algoz, mas espera manter o cinturão. "Luta é luta e acho que estou bem treinado. Espero dar um bom espetáculo", disse.

Em outras oportunidades, principalmente quando enfrentou Demian Maia, Chael Sonnen e Vitor Belfort, suas palavras foram mais duras. Mas desta vez está sendo diferente.

"É um esporte de contato, existe uma rivalidade saudável, mas a polêmica sempre acontece, principalmente quando se torna alguém que todos querem lutar contra", avisou.

Anderson preservou Okami de seus comentários e o japonês também não entrou no grupo dos desafetos do brasileiro. Ficou no seu canto, respondeu poucas questões e apenas vestiu uma bandeira do Flamengo quando pediram que usasse, para tirar fotos e criar uma rivalidade com o corintiano Anderson.

PRECONCEITO

Um dos brasileiros participantes do card principal do UFC Rio, a ser realizado no sábado na Arena HSBC, na Barra da Tijuca, o lutador Maurício Shogun não tem dúvida: o preconceito contra o MMA (artes marciais mistas, na sigla em inglês) está perto de acabar.

"O evento deste sábado vai mudar a maneira como o país vê o nosso esporte, porque só tem alguma restrição quem nunca assistiu a uma luta", argumentou. "Depois do UFC Rio tudo vai ser diferente. O povo brasileiro vai poder ver que o esporte é sério e que o evento é um verdadeiro espetáculo."

Shogun vai enfrentar o americano Forrest Griffin e se diz pronto para o combate. Confiança não lhe falta. "Fiquei três meses em Los Angeles e estou muito feliz de estar lutando no Brasil. É um sonho realizado."

Ele sabe que, se vencer, vai dar um passo importante para a disputa do cinturão dos meio pesados. "Depois da luta vejo o que eu faço, não penso em cinturão ainda." No momento, o que mais lhe interessa é o duelo com o norte-americano.

FIM DA CARREIRA?

Um dos maiores pesos pesados de todos os tempos, o baiano Minotauro, de 35 anos, pode se despedir do UFC se for mal no duelo contra o americano Brendan Schaub, no sábado, na Arena HSBC. Nesta quinta, no Hotel Copacabana Palace, o presidente da franquia, Dana White, deu a entender que a luta vai ser decisiva para o brasileiro. Depois do combate, o dirigente vai definir se Minotauro vai continuar disputando a competição.

"Isso depende de como vai rolar a luta. Depois eu também preciso conversar com ele. Temos que ver como vai rolar para ver o que vai acontecer", disse Dana White. Embora esteja em baixa no UFC e há um ano não suba no octógono, como o ringue é chamado, por causa de uma série de contusões, Minotauro não jogou a toalha e disse que "ainda tem muita lenha para queimar".

"A aposentadoria é uma decisão que cabe a mim. Sei o tempo de parar. Tenho crédito no MMA", argumentou, demonstrando irritação com o assunto.

Apesar da necessidade de ir bem contra Brendan Schaub, Minotauro fez questão de minimizar essa pressão. Afirmou estar pronto para o combate e ressaltou estar feliz por lutar no País pela primeira vez na carreira. "Vou competir na frente da minha filha, do meu pai e todo o pessoal vai me ver. Vou encarar essa pressão como um apoio a mais."

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