Ayrton Vignola/AE
Ayrton Vignola/AE

UFC visita Morumbi e tenta viabilizar cobertura para evento em junho

'Eles até falaram da possibilidade de dar um sinal agora', revela dirigente do São Paulo

Paulo Favero, estadão.com.br

14 de dezembro de 2011 | 18h47

SÃO PAULO - Enquanto Dana White, presidente do UFC, permanecia em um hotel de São Paulo para a observação e seleção de lutadores para o "The Ultimate Fighter", reality show que será realizado na cidade, parte de sua equipe visitava o Morumbi, local onde será disputado o evento "Finale". A comitiva foi checar todos os detalhes para evitar qualquer problema no planejamento da edição que será em junho e terá, além da decisão entre os lutadores vitoriosos do programa, um combate entre Wanderlei Silva e Vitor Belfort.

Um dos principais desafios que Dana White coloca é em relação à cobertura do estádio. Apesar de não confirmar que o evento será no Morumbi, ele já se preocupa com o clima. "Eu não gosto de lutas ao ar livre, pois é sempre um risco. Em vários esportes se pode ter chuva, vento, mas para um lutador, não. Eles precisam de um ambiente adequado e eu não pretendo arriscar", avisa.

Lorenzo Fertitta, sócio-majoritário do UFC, já tem em mente como transformar o Morumbi em um estádio aconchegante para receber o torneio. "Queremos um lugar para 70 ou 80 mil pessoas. Em Abu Dabi, já fizemos um UFC, que teve a luta entre Anderson Silva em Demian Maia, ao ar livre. Em uma arena podemos colocar cobertura sobre o octógono", explica o executivo, garantindo que o frio que faz em São Paulo no mês de julho não será problema.

Para evitar pontos cegos no estádio, a cobertura será feita em um local mais alto e tomará um espaço maior para permitir que o torcedor que esteja no último degrau da arquibancada assista ao evento. Com isso, o UFC pode vender ingressos para todos os setores, sendo 68 mil pessoas nos anéis e no mínimo 16 mil na pista.

Roberto Natel, vice-presidente social e esportes amadores do São Paulo, acompanhou a comitiva do UFC na visita ao Morumbi e está confiante de que o contrato vai ser feito. "Eles até falaram da possibilidade de dar um sinal agora", conta. "A visita foi muito produtiva e positiva. Nós tiramos algumas dúvidas, eles quiseram ver a viabilidade do estádio e saíram contentes."

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