Um ano cheio de ''poréns''. No fim, só alegrias

Temporada começou com más contratações, resultados ruins, problemas internos...

Amanda Romanelli e Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

08 de dezembro de 2008 | 00h00

O São Paulo não costuma apostar em craques, porém trouxe Adriano no início de 2008. Mantém uma disciplina forte no clube, porém contratou os bad boys Carlos Alberto e Fábio Santos. Trabalha a longo prazo, porém os três jogadores vieram com contratos curtos, de seis meses - o de Carlos Alberto sequer chegou até o fim. Sem contar que costuma resolver problemas internamente, porém neste ano alguns dirigentes falaram mais do que deviam. Muitos poréns, uma dura realidade: a temporada começou mal para o time, com eliminações no Paulista e na Taça Libertadores, além de um primeiro turno claudicante no Brasileiro. Porém - sempre ele -, o time se recuperou, encaixou uma forma de jogar e um troféu que parecia impossível termina na galeria do clube no final de 2008."Foi um ano marcado pela dificuldade e austeridade", classifica Marco Aurélio Cunha, superintendente de futebol do clube. "A dificuldade veio com os problemas com estes jogadores, o que realmente é difícil de acontecer no São Paulo. Mas tivemos austeridade para não cedermos à pressão de trazermos o tal meia. O presidente Juvenal Juvêncio bancou o elenco que tínhamos e deu certo."Depois do fracasso no 1º semestre, o presidente não bancou apenas o elenco. Segurou também o técnico Muricy Ramalho, então na corda bamba. Os meses de junho e julho foram árduos para o comandante. Questionado pela terceira vez por conselheiros da própria situação, só não caiu pela lealdade do manda-chuva do clube.Passada a turbulência do comando, as especulações de transferências para a Europa tomaram conta da realidade são-paulina. Os zagueiros Alex Silva e Miranda e o volante Hernanes eram os mais visados pelos europeus - apenas Alex saiu, para o Hamburgo, da Alemanha. Para repor a perda, chegaram Rodrigo e Anderson e, apesar de alguns percalços, o time passou a ostentar ao menos alguma segurança na defesa.Aí surgiu o famoso caso da balada do aniversário do contestado lateral Éder. Marco Aurélio Cunha expôs o caso para a imprensa. O jogador foi dispensado e outros três atletas que estavam em sua companhia permaneceram depois de uma conversa séria com o presidente.O dirigente também colocou o dedo na ferida ao cobrar o time depois do empate por 1 a 1 com o Atlético-MG, no Mineirão. Partida ruim, grande bronca. E as coisas começaram a dar certo novamente. Muricy acertou a equipe. Para cada vitória, uma recompensa. E o próprio Juvenal se incumbiu de dar cerca de R$ 10 mil por vitória aos jogadores. A maior recompensa, contudo, veio ontem: o título brasileiro e os inéditos hexa e tricampeonatos.

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