Um ano (do centenário) para ser esquecido

Corinthians fez várias contratações e apostou alto numa temporada de festa, que termina com frustração e sem título

Fábio Hecico ENVIADO ESPECIAL/ GOIÂNIA, O Estado de S.Paulo

06 de dezembro de 2010 | 00h00

Ano de centenário parece incomodar os grandes clubes. Festas são programadas, o elenco é reforçado e, na hora H, surgem os vacilos e as conquistas acabam dando lugar às decepções. Com o Corinthians não foi diferente. Contratou Roberto Carlos, Tcheco, Danilo e Iarley e esperava comemorar 100 anos com a taça da Libertadores. Caiu nas oitavas, falhou no Campeonato Paulista e ficou só com o 3.º lugar nacional. Fecha o ano tendo de ouvir, calado, deboche de torcedores rivais que definem a temporada corintiana como "sem ter nada".

"O nosso centenário acaba apenas à meia-noite do dia 31 de agosto de 2011, temos muito tempo para conquistar algo até lá", afirma o presidente Andrés Sanchez. "Vamos ganhar algo no primeiro semestre de 2011, podem ter certeza. Serão títulos dentro do centenário", acrescenta o atacante Dentinho.

Depois de levar mais de 100 mil torcedores à festa no Vale do Anhangabaú para festejar o aniversário de 100 anos, os corintianos queriam conquistas em 2010. Se aparecerem em 2011, serão bastante comemoradas, mas com sabor menos especial. Se vale de consolo, o Inter, campeão da Libertadores deste ano e prestes a disputar o título mundial, fez 100 anos em 2009 e queria tais conquistas no seu centenário. Festejou um ano depois.

O ano corintiano começou com festa para a apresentação de Roberto Carlos. Na chegada, o lateral prometia muito empenho na busca por títulos. Na abertura do Campeonato Paulista, uma prova de que a temporada seria complicada - empate por 1 a 1 diante do fraco Monte Azul. Num Estadual cheio de altos e baixos, a equipe chegou à rodada decisiva da primeira fase como no Brasileiro, dependendo da ajuda dos outros. Acabou vendo as semifinais pela tevê.

Paralelamente ao Estadual estava a Libertadores. Num grupo fácil, não teve problemas para passar por Racing-URU, Cerro Porteño-PAR e Independiente-COL. A melhor campanha de nada valeu nos confrontos com o Flamengo. Derrota no Rio por 1 a 0 e vitória no Pacaembu 2 a 1, resultados que custaram a eliminação pelo gol sofrido em casa. Em seis meses, mais da metade da temporada já estava perdida.

Ronaldo, o escudo do elenco após o 1.º semestre ruim, deu a cara a tapa e prometeu volta por cima no Nacional. Mas, mais uma vez, a frustração prevaleceu. Num ano de tantas conquistas esperadas, nem no par ou ímpar o corintiano festejou vitória. Que os erros e a obsessão exagerada pela Libertadores sirvam de lição para um 2011 diferente.

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