Um centro hi-tech para formar craques

Em termos de performance esportiva, a sorte do Catar em 2022 passa por uma área de 2.400 metros quadrados em Doha. Foi lá que o governo inaugurou em 2004 o Aspire, centro que se propõe, sem modéstia, a ser modelo mundial na formação de atletas, especialmente de futebol.

, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2011 | 00h00

A equipe do Aspire tem dirigentes, treinadores, médicos e fisiologistas de todo o planeta. Essa tropa de elite conta com uma infraestrutura única. Além de campos, quadras e pistas de atletismo impecáveis, dispõe de equipamentos hi-tech, como uma câmara que simula efeitos de altitude. Graças a ela, pode-se preparar um atleta para competir em La Paz, 3.660 metros acima do nível do mar, sem sair de Doha.

"O sucesso da candidatura à Copa nos deu um marco para trabalhar, para reforçar entre os nossos atletas a convicção de que podem ficar entre os melhores do mundo", diz o australiano Wayde Clews, diretor de Esportes do centro. "Não se surpreendam se o Catar se classificar para o Mundial de 2018."

Para Clews e muitos catarianos, o fato de o Aspire ter sido inaugurado em 2004, sinalizando um trabalho de médio e longo prazo, assim como a candidatura à Copa, à qual o governo se lançou com entusiasmo há dez anos, são exemplos de como os investimentos do Catar em esporte, educação, cultura, ciência, saúde e infraestrutura fazem parte de um plano coerente. Esse projeto foi esboçado na Qatar Vision, cujo objetivo básico é transformar, até 2030, o país de economia de carbono em economia do conhecimento, baseada no capital humano. Pouco conhecida fora do país, a Qatar Vision inspira corações e mentes internamente. "Moro aqui há 19 anos e sei que, quando eles estão empenhados em alguma coisa, movem céu e terra para consegui-la", diz José Luís de Moura, de 61 anos, o Borrachinha, ex-goleiro do Botafogo. Cabe a ele a missão de treinar os goleiros do Aspire. "Teremos jovens saindo para jogar não só na seleção, mas em times top do mundo", aposta Clews.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.