Um clássico em clima de decisão

Pressionado a vencer para afastar-se da zona da degola, Palmeiras volta ao Pacaembu diante do Santos, que prepara uma arrancada no segundo turno

DANIEL AKSTEIN BATISTA , SANCHES FILHO, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2012 | 03h05

O Campeonato Brasileiro ainda está longe do fim, mas Palmeiras e Santos colocam como fundamental uma vitória no clássico de hoje, às 18h30, no Pacaembu. E por objetivos diferentes.

Por motivos óbvios, ninguém fala em título. A distância para o líder Atlético-MG é grande e a preocupação dos clubes é outra. O Palmeiras está bastante temeroso com o rebaixamento, e vencer o rival significa terminar o primeiro turno mais distante da zona de perigo. Já o Santos quer o triunfo para poder começar o segundo turno da competição com ânimo em busca de uma vaga na Taça Libertadores de 2013.

O clássico tem ingredientes de sobra para chamar a atenção da torcida. Do lado do Palmeiras, o time volta ao Pacaembu pela primeira vez desde que conquistou a Copa do Brasil, em 11 de julho. Muitos palmeirenses da capital deixaram de ir aos jogos na Arena Barueri e hoje preparam uma festa no reencontro com o time - até o início da noite de ontem 14.500 ingressos haviam sido vendidos. Valdivia volta após ser poupado na partida diante do Botafogo, quarta-feira, pela Copa Sul-Americana.

E do lado do Santos o que não falta é empolgação. O time vem de quatro jogos de invencibilidade (três vitórias e um empate) e aposta nos seus craques para levar mais três pontos. A torcida santista promete protestar contra Paulo Henrique Ganso.

Se conta com a volta de Valdivia, Felipão perde mais dois jogadores por lesão (Román e Patrik) e não terá o suspenso Thiago Heleno. Apesar dos desfalques, a confiança do grupo pode ser o diferencial. E ninguém está mais empolgado que Barcos, após a convocação para a seleção argentina. "É um sonho representar meu país. Estava esperando a oportunidade e agora não posso deixá-la passar", falou.

A situação de Muricy é mais confortável. Tem o time quase completo e evita falar que Neymar será o grande responsável por colocar o Santos na Libertadores. "Nós temos jogadores com o individual muito forte, mas o sucesso de uma equipe depende do coletivo. Por isso repetir a escalação é importante, e esse momento chegou porque não temos problemas de contusões nem de cartões", destacou.

Como Muricy e Felipão estão entre os candidatos mais fortes para assumir a seleção brasileira se Mano Menezes cair, o clássico de hoje também poderia ser considerado um duelo à parte entre ambos, mas o santista vê o adversário como exemplo a ser seguido. "É um treinador exemplo, um desses em quem a gente tem de se espelhar", declarou.

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