Um clássico que vale a consagração

Santos tenta mostrar que tem maturidade para dar show também em decisões e São Paulo luta para confirmar evolução

Bruno Deiro, Giuliander Carpes e Sanches Filho, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2010 | 00h00

O Santos encanta o Brasil desde o começo do Campeonato Paulista quando empilhou goleadas e enfileirou vitórias. O São Paulo, historicamente a equipe brasileira de mais sucesso em competições internacionais, dividiu as atenções entre o Estadual e a Taça Libertadores, e classificou-se para as semifinais na última rodada. Engana-se quem pensa que só há um time que precisa provar seu valor no duelo que começa às 16 horas, no Morumbi.

Neymar, Ganso, Robinho, André e Cia. devem mostrar que não tremem em decisões e, além de firulas, gols bonitos e comemorações dançantes, também têm capacidade de levantar taças. Será difícil, a esta altura do campeonato, reeditar aqueles placares elásticos (9 a 1, 10 a 0) de tempos recentes. Isso não é mais o que importa. "Por mais que joguemos bonito ou demos goleadas, só seremos lembrados se conquistarmos títulos", considera Robinho, que voltou a campo na vitória contra o São Caetano, há uma semana, após passar quase um mês afastado.

Os tricolores se gabam de ter um dos melhores elencos do País - senão o mais poderoso -, mas parecem que só agora estão próximos de formar um time. Entre confrontos pouco emocionantes na Libertadores e atuações apagadas no Paulista, passam a dar algum alento ao seu exigente torcedor após duas vitórias pelo Estadual, contra Botafogo (5 a 0) e Santo André (3 a 1). "Disse que brigaríamos por todas as competições e continuamos na briga", diz Ricardo Gomes, que sempre pedia tempo para as críticas quando o time não estava agradando. "É claro que a etapa final desse planejamento é o resultado final, mas, até agora, atingimos o que planejamos."

O "duelo de grandes" - que comissões técnicas, dirigentes e jogadores insistem em dizer que não é uma final antecipada - começa com times antípodas no modo de conquistar seus resultados. Se o São Paulo é mais pragmático, o Santos é mais performático, artístico. Apesar do único jogo na temporada ter acabado com vitória dos praianos (2 a 1), dizer qual dos dois estilos têm mais chance de obter sucesso em mata-mata não passa de aposta.

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