Um dérbi para o futuro no Pacaembu

Corinthians, campeão mundial, e Palmeiras, na Série B do Brasileiro, deixam de lado o passado recente e buscam afirmação para a temporada 2013

DANIEL BATISTA , VÍTOR MARQUES, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2013 | 02h03

É o primeiro clássico do Corinthians após o título mundial. É o primeiro clássico do Palmeiras depois da queda à Série B. As rotas opostas de cada um dos rivais determinarão o vencedor? Esta é a questão que move o jogo desta tarde, às 16h, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista.

A opinião dos envolvidos na partida é unânime: não. Corinthians e Palmeiras farão um clássico que vislumbra o futuro e não reviva o passado.

"Estamos felizes com o que aconteceu (a conquista do Mundial), mas com desafio renovado", disse Tite. "Será um grande clássico, independentemente da posição, se é campeão mundial."

Gilson Kleina pensa grande. "Temos de entrar com a mesma atitude e postura que tivemos contra o Sporting Cristal. Vamos de forma que a gente consiga ser feliz no clássico."

História por história é evidente que o dérbi de hoje coloca lado a lado dois gigantes e que o momento que vive o Palmeiras, espera-se, seja transitório - como também foi o Corinthians, que foi à lona em 2007 e renasceu. E que perdeu o primeiro clássico contra o rival pós-Série B (leia abaixo).

O Corinthians, Kleina sabe disso, tem um trunfo e tanto. E não é Alexandre Pato, reserva de luxo. Mas o entrosamento de um grupo que joga junto há mais de uma temporada.

A espinha dorsal do Corinthians é a que venceu o Chelsea e que todos conhecem. Um meio de campo forte com Ralf, Paulinho e Danilo, e um trio de atacantes experiente, com Jorge Henrique - que cava expulsões em clássicos como ninguém -, Guerrero e Emerson Sheik.

O Palmeiras precisou remontar seu time e colocar em campo peças que acabaram de chegar, como Weldinho e Vilson. Mais que um conjunto forte, o time precisará de força de vontade e disposição ímpar para vencer o rival e suportar a pressão de jogar num estádio cheio.

Tite vê o clássico como fundamental para testar se a equipe está pronta para estrear na Libertadores, quarta-feira, na Bolívia, contra o San Jose.

Por isso ele tratou de consertar alguns erros na sua defesa, setor que sofreu a baixa de Chicão, ainda machucado, e que hoje conta com o retorno de Cássio. Se Tite corrigir as falhas que o time mostrou contra o São Caetano, terá chance de sair vitorioso e viajar tranquilo à Bolívia.

Outra vantagem de Tite: ele terá um leque de opções no banco, com Pato, Romarinho, que tem fama de carrasco palmeirense, e Renato Augusto.

Já Kleina aposta na empolgação do time que derrotou (2 a 1)o Sporting Cristal, quinta, na estreia do time na Taça Libertadores. No banco, o volante Charles e o atacante Leandro são as novidades. "Vamos enfrentar o Corinthians com os pés no chão e muita determinação", apostou Patrick Vieira.

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