Rafael Ribeiro/CBF
Rafael Ribeiro/CBF

Um dos astros dos Jogos Olímpicos, Neymar encara seu grande desafio

Apesar de ter marcado gols em amistosos, craque ainda não teve atuações brilhantes com a camisa amarela

Mateus Silva Alves, ENVIADO ESPECIAL / CARDIFF, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2012 | 03h06

Mano Menezes estará sob pressão o tempo todo nos Jogos Olímpicos de Londres, mas ele não será o único. Neymar certamente vai atrair os olhares do mundo inteiro, e isso pode não ser tão bom quanto ele pensa.

O craque do Santos, que não vive uma fase de encher os olhos dos torcedores, tem uma conta pendente em sua carreira: brilhar com a camisa da seleção em um grande torneio. Na Copa América da Argentina ele falhou e, em caso de novo fracasso, poderá dar força à sua pecha de jogador de clube.

Neymar não faz uma exibição exuberante com a camisa da seleção há bastante tempo. Nos quatro amistosos disputados entre o fim de maio e o começo de junho ele não se saiu mal, mas fez menos do que se espera de alguém tão talentoso e badalado.

Por estranho que pareça, as jogadas de bola parada têm sido as melhores do atacante santista no time brasileiro. Já havia sido assim nos quatro amistosos anteriores e foi assim, também, no jogo contra a Grã-Bretanha, na sexta-feira, que o Brasil venceu por 2 a 0. Neymar cobrou a falta que deu origem ao gol de cabeça de Sandro e fechou o placar com uma cobrança de pênalti.

Vaiado. O amistoso de Middlesbrough, aliás, foi uma amostra do que Neymar vai enfrentar na Olimpíada. Por causa de uma jogada no primeiro tempo em que caiu no gramado pedindo falta (que não foi marcada) e demorou bastante tempo para se levantar, o jogador do Santos foi muito vaiado pelos torcedores britânicos. E as vaias o perseguiram até o apito final.

Se há uma coisa que os britânicos odeiam é jogador que se joga no campo para simular uma falta. Por aqui, essa artimanha é condenada com muito mais paixão do que um carrinho por trás ou uma cotovelada. E Neymar já adquiriu a fama de "mergulhador", então não será surpresa se ele for vaiado hoje, não apenas pelos egípcios, mas pelos espectadores neutros.

Assim como não será surpresa se ele ouvir vaias durante todas as partidas do Brasil nos Jogos Olímpicos.

Neymar já percebeu que isso pode ocorrer, mas jura que não se importa. "Não sei se na Olimpíada o público vai me vaiar, pode ser que sim. Mas eu não ligo", declarou o craque, logo depois da vitória sobre a equipe britânica em Middlesbrough.

Com vaia ou sem vaia, é certo que Neymar será o centro das atenções toda vez que a seleção brasileira entrar em campo. E não só por parte dos torcedores e da imprensa, mas também dos marcadores adversários, a começar pelos egípcios, que farão de tudo para anulá-lo (o que não tem sido tão difícil nos últimos jogos, em que Neymar pouco brilhou).

Cabe ao craque agora dar a resposta onde é mais adequado: dentro do campo.

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