Um duelo de aflitos no Recife

Lutando contra o rebaixamento, Corinthians e Náutico se enfrentam

Fábio Hecico, O Estadao de S.Paulo

21 de outubro de 2007 | 00h00

O nome do estádio do Náutico reflete bem a situação da equipe e também de seu adversário desta tarde no Recife, o Corinthians: Aflitos. Quando pisarem no gramado, às 16 horas, os dois times trarão a preocupação em fugir da zona de rebaixamento do Brasileiro, faltando apenas sete rodadas para o fim da competição. O vencedor dá passo importante para seguir na elite. O empate é ruim para ambos, principalmente para os paulistas, em pior situação.O clima que cerca o jogo é de guerra. Durante a semana, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Carlos Alberto de Oliveira, tentou desestabilizar os paulistas ao garantir haver "um esquema para salvar o Corinthians." Na sexta-feira, o presidente corintiano Andrés Sanchez fez apelo para o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD)para que fiscalize as palavras dos pernambucanos, que, segundo ele, estariam dizendo que seriam roubados. "É um termo muito forte. Erros de arbitragem acontecem para todos os times", afirmou. Quem apita no Recife é o paranaense Heber Roberto Lopes, da Fifa.O técnico Nelsinho Baptista aprova a escolha, e evita entrar em conflito de palavras. "Treinamos em silêncio, apenas nos preparando para o duelo", afirmou. "Já falei com os jogadores que precisamos de 10 pontos e temos de salvar o time do rebaixamento nos próximos quatro jogos, senão a situação fica de risco."Mesmo ciente de que o Corinthians precisa dos 3 pontos de qualquer jeito - principalmente após a vitória do Goiás sobre o Fluminense ontem -, o treinador corintiano não quer saber de ousadia. Ele deve repetir o esquema apresentado diante do São Paulo, há duas semanas, com um meio-campo com seis jogadores e apenas Finazzi isolado na frente. "Entro como no clássico, pensando apenas em ganhar", disse, sem convicção. Com 40 pontos - dois a mais que o Corinthians - e na 15.ª colocação do Brasileiro, o Náutico aposta na força de sua torcida, que ajudou o time a reagir no segundo turno e sair da zona de rebaixamento. Sem seu principal jogador, o uruguaio Acosta (17 gols), suspenso, o time contará, em contrapartida, com o retorno de cinco titulares.

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