Um empate bem sem graça em Campinas

Ganso ficou 56 minutos em campo e deixou claro que ainda está muito longe da forma ideal

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

26 de novembro de 2012 | 02h06

Quando dois times se enfrentam sem maiores pretensões em um campeonato, a tendência é que a partida tenha dois extremos: ou um jogo franco e cheio de gols ou um embate enfadonho. São Paulo e Ponte Preta optaram pela segunda opção no Moisés Lucarelli, em Campinas, e não saíram do zero. Já classificado para a Libertadores e preservando todos os titulares para a segunda partida da semifinal da Copa Sul-Americana, o Tricolor encarou um adversário que até criou boas chances no segundo tempo, mas não conseguiu sair com a vitória.

Para o São Paulo, o que mais valia era avaliar a condição física e técnica de Ganso. Ele começou uma partida como titular pela primeira vez desde que foi contratado, e mostrou que ainda está longe de ser aquele armador que encantou o Brasil em 2010. A bola que deveria passar pelos seus pés acabou ficando com Maicon, que chamou a responsabilidade de armar a equipe e foi bastante participativo. Aos 11 minutos do segundo tempo, ele foi substituído por Cañete, que voltou a jogar após um ano lesionado.

Valeu também como laboratório para Ney Franco observar alguns atletas encostados e projetar a montagem do elenco para o ano que vem. Casemiro parece ter entendido que precisa reagir e mostrou disposição: correu, apareceu no ataque e pode ter dado um passo para se garantir na equipe no ano que vem (o volante é um dos favoritos a receber propostas), Cícero exibiu sua polivalência e Henrique Miranda mostrou que se for lapidado pode ser uma opção interessante para o futuro. Outros, como Willian José, João Filipe e Paulo Assunção, estiveram em clima de despedida, já que dificilmente ficarão.

Mas nem sempre o esforço individual compensa a falta de entrosamento, como ficou claro nos muitos momentos em que o São Paulo não conseguia armar seus ataques e falhou excessivamente na defesa, especialmente nas bolas pelo alto. Willian José foi prejudicado pela formação sem atletas de velocidade no meio de campo e brigou sozinho com a defesa. Os poucos lances de perigo aconteceram graças a jogadas individuais.

Se fosse para haver um vencedor deveria ser a Ponte, que buscou muito mais o jogo e teve pelo menos três chances claras para marcar, com direito até a uma bola na trave de Roger.

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