Um empate ruim para Santos e Palmeiras, na Vila Belmiro

Time da capital deixa o grupo da Libertadores e os santistas perdem oportunidade de assumir a vice-liderança

Amanda Romanelli, O Estadao de S.Paulo

13 de outubro de 2007 | 00h00

Na briga pelo mesmo objetivo - uma vaga na Taça Libertadores de 2008 -, Santos e Palmeiras fizeram um clássico marcado pelo equilíbrio: o resultado de 1 a 1 acabou sendo ruim para os dois times. O Palmeiras está fora do G-4. E o Santos, embora tenha alcançado o empate, desperdiçou a oportunidade de assumir a vice-liderança do Campeonato Brasileiro.Depois de vencer o Grêmio na última rodada por 2 a 0, os palmeirenses acharam que tinham tirado o adversário gaúcho do caminho rumo à América. Mas a vitória dos gremistas sobre o Goiás (2 a 1) derrubou o Palmeiras da 4ª posição - prova de que nem sempre uma vitória no confronto direto é tão fundamental. Agora, o time de Caio Júnior tem o mesmo número de pontos (51) que o Grêmio, mas uma vitória a menos (14 ante 15)."Não vencer é sempre mau resultado", lamentou o meia Valdivia, que ontem realizou sua 50ª partida com a camisa palmeirense. "Tivemos pela frente um excelente time, que no segundo tempo mereceu até mais do que o empate. Mas lamento a vitória do Grêmio."Valdivia, aliás, foi o assunto da semana, depois da agressão não-punida que sofreu do gremista Gavilán. A chiadeira palmeirense sobre o lance foi lembrada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo até poucos minutos antes do início do clássico. "Espero que o árbitro (Sálvio Spinola Fagundes) não tenha se influenciado pelas reclamações." E isso realmente não aconteceu. Os jogadores de ambos os times foram leais mas Valdivia, bem-marcado, não apareceu muito em campo. Isso porque o jogo começou disputado no meio-de-campo, mas com poucas chances de gol. A primeira delas veio apenas aos 17 minutos, com o lateral-esquerdo santista Thiago Carleto. O jogador, de apenas 18 anos, foi a surpresa de Luxemburgo na escalação. Sem Kléber (na seleção) e Carlinhos (machucado), o treinador optou pelo garoto, vindo das categorias de base. A solução foi tentar chutes de fora da área ou usar as bolas paradas. E o Palmeiras, mais perigoso, usou essas oportunidades com mais eficiência. Aos 34 minutos, Caio fez um belo gol olímpico e novamente ofuscou o colega chileno.Na volta para o segundo tempo, Luxemburgo modificou o Santos. Colocou o veloz Renatinho no lugar do inoperante Moraes e reposicionou o setor ofensivo. Com Petkovic e Vítor Júnior mais próximos dos atacantes, o Santos virou a briga tática. Virou o dono do meio-campo.O Palmeiras só assistiu. E aos 14 minutos viu Alessandro disparar pela ala direita e cruzar na área. Kléber Pereira fuzilou Diego Cavalieri com uma cabeçada, o goleiro espalmou e Renatinho, livre, empatou.Com o meio-campo completamente desestabilizado, Caio Júnior preferiu tirar o atacante Rodrigão, que não chutou nem sequer uma bola a gol, para colocar o volante Francis. Ao mesmo tempo, Luxemburgo tirou Petkovic e colocou Rodrigo Tabata, pouco antes dos 30 minutos da etapa final. Entre as duas mudanças, o palmeirense foi mais feliz. Ainda que o time não tenha retomado a boa atuação do primeiro tempo, conseguiu frear as jogadas de ataque do Santos. Cansado, Caio foi substituído e o Palmeiras perdeu seu principal articulador. Os santistas, depois com Pedrinho, ainda tentaram a virada. Mas pararam nas boas defesas de Diego Cavalieri.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.