Um Fla-Flu com os papéis invertidos

Quanta diferença um ano faz. Quando entrarem em campo para mais um clássico na história de Flamengo e Fluminense, hoje, às 18h30, no Engenhão, os eternos rivais estarão vivendo situação oposta à experimentada no ano passado. Naquela ocasião, o Rubro-Negro iniciava no confronto com os tricolores uma arrancada rumo ao título brasileiro. O time das Laranjeiras, apesar de derrotado, também iria traçar a partir do duro revés por 2 a 0 uma recuperação que o livraria do rebaixamento. Hoje a situação é inversa, com a equipe de Silas ameaçada de descenso e o time de Muricy brigando no topo da tabela.

Leonardo Maia e Sílvio Barsetti, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2010 | 00h00

A partida pode marcar uma reação concreta do Flamengo ou a retomada de uma consistência que o Tricolor perdeu há algumas rodadas. "Tínhamos essa pressão ruim no ano passado, e agora é uma pressão de certo modo positiva. No ano passado demos uma arrancada bonita", relembrou o meia Marquinho, que salvou o time em 2009 com o gol que evitou a queda, no 1 a 1 com o Coritiba.

A intenção de Silas e dos flamenguistas é mostrar que a vitória sobre o Grêmio Prudente, no meio de semana, não foi um golpe de sorte e sim uma prova de que a equipe vem evoluindo com o novo treinador. Nada melhor, porém, que um triunfo no clássico para reforçar tal discurso.

Já o supercampeão Muricy quer os três pontos no duelo para revigorar o ânimo nas Laranjeiras, abalado pelas polêmicas declarações de Fred sobre sua série de lesões e os recentes tropeços - a equipe conquistou apenas 5 dos últimos 18 pontos em disputa.

"Temos de melhorar, é a hora de cada um aqui dar um algo a mais para o Fluminense não cair no marasmo", declarou o atacante Washington. "Vencer um clássico de tanta rivalidade pode dar mais confiança à equipe", prosseguiu o número 9 do Tricolor.

Washington é talvez quem mais sofre no time com a ausência de outro atacante - Emerson e Fred estão contundidos. Falta-lhe companhia na frente para as tabelas. Com os desfalques, Conca tem atuado fora de suas características, na tentativa de ocupar espaços que caberiam a outro atacante. Isso afeta o rendimento da dupla talentosa do meio-campo tricolor, formada pelo próprio argentino e por Deco.

Do outro lado, com aproveitamento muito ruim, o ataque do Flamengo tem esperança que Deivid possa enfim deslanchar. O atleta espera aprovar em seu primeiro clássico com a camisa rubro-negra. "Espero deixar meu nome registrado na história do Fla-Flu. Fazer gol em clássico é sempre diferente."

No Flamengo, a dúvida de Silas é se começa o jogo com três volantes, Maldonado, Willians e Toró, e barra tanto Petkovic quanto Renato, ambos fora de forma. A torcida já percebeu que o sérvio caiu muito de rendimento desde o fim do Brasileiro de 2009. Ainda assim, há uma corrente favorável a Petkovic. O técnico Silas não poderá contar com Juan, com lesão. No Fluminense, além dos desfalques dos contundidos Fred, Emerson, Diguinho e Fernando Henrique (fraturou o dedo da mão ontem), Muricy não terá Valencia, suspenso.

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