Um grande time, para Felipão ficar

Essa é a promessa do presidente Tirone ao treinador, que ainda teria um substancial aumento na renovação do contrato

DANIEL AKSTEIN BATISTA, PAULO GALDIERI, O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2012 | 03h03

O Palmeiras está otimista com a permanência de Luiz Felipe Scolari para ao menos mais um ano no clube, comandando o time na Taça Libertadores de 2013.

O presidente Arnaldo Tirone disse ter conversado com Felipão antes do jogo com o Botafogo, anteontem no Rio, e prometido ao técnico que, em troca da renovação de contrato (termina no fim do ano), montará uma grande equipe para 2013.

"Tomei um café da manhã com ele, ficamos uma hora conversando, depois o chamei para uma caminhada na praia e a conversa foi muito proveitosa. Ele quer ficar. E eu prometi que montarei um grande time para disputarmos a Libertadores."

O presidente palmeirense afirmou que não liberaria Felipão para voltar a treinar a seleção brasileira. "Não liberaria. Mas não posso impedir que ele receba sondagens. Houve até um convite de uma seleção sul-americana que eu não sei dizer qual é."

Para ficar, Felipão ganharia um bom aumento. O Palmeiras estuda oferecer até R$ 1,2 milhão mensais ao treinador - atualmente ele recebe R$ 700 mil.

"Ainda não conversamos sobre seu novo contrato, mas ele falou que dificilmente vai dirigir alguma seleção e não iria para nenhum outro clube do País. O Felipão é peça-chave do nosso planejamento. Se ele quisesse renovar agora, já faríamos isso", disse o diretor financeiro Antonio Henrique Silva.

Plano B. O Palmeiras, no entanto, já trabalha para não ter de iniciar 2013 sem treinador, caso Felipão decida de fato cumprir o que disse anteriormente e não renovar. Tirone já começou a cogitar eventuais treinadores para substituir Felipão. Gilson Kleina (Ponte Preta), Celso Roth (Cruzeiro), Osvaldo de Oliveira (Botafogo) e até Caio Júnior (Bahia) são nomes de treinadores que o presidente andou citando de uma forma ainda bastante informal e como forma de enquete.

Assim como informal também foi uma reunião realizada na Academia da Barra Funda, com a presença de membros do departamento de futebol, em que se tratou da possibilidade de não contar com Felipão para a temporada em que o Palmeiras sonha em voltar a conquistar a Libertadores - a única vez que isso aconteceu foi em 1999.

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