Um projeto para ensinar e formar meninos e meninas

A idéia é ter 800 crianças e jovens nas piscinas de Vila Leopoldina, Ribeirão Preto, Araraquara e Bauru

Heleni Felippe, O Estadao de S.Paulo

15 de fevereiro de 2008 | 00h00

O Sesi de São Paulo lança hoje um projeto de massificação do pólo aquático. A idéia é usar a infra-estrutura das piscinas de suas unidades para ensinar meninos e meninas, de 7 a 17 anos, a jogar pólo - esporte que tem elementos como bola, água e gols e atrai crianças. É o primeiro projeto de massificação do pólo, esporte restrito a clubes caros e de elite como Paulistano, Pinheiros e Paineiras, e que não vai a uma Olimpíada com a seleção masculina desde Los Angeles/1984. Alexandre Meyer, coordenador do projeto, que jogou na seleção brasileira júnior (1994), informou que as aulas de pólo serão nas unidades de Vila Leopoldina, na capital, Ribeirão Preto, Araraquara e Bauru, a R$ 23,00 por mês. O Objetivo é reunir 800 crianças. "A idéia é facilitar o acesso ao pólo."No País, são 12 as equipes nos torneios de clubes. Alexandre foi aos EUA e viu que na Califórnia são 51 times de pólo. "Uma seleção tem 13 atletas. Fica fácil para um país com tantas equipes ter um bom grupo." O Sesi quer montar times, a partir da categoria infantil, e competir. A meta é ceder atletas para a seleção brasileira na Olimpíada da Juventude, em 2010. "Em oito meses pode-se formar um garoto de 11 anos", diz o professor Marcelo Mormilli.As aulas já têm meninos talentosos como Mateus Cardoso e Caio Liondas, 12 anos, na 7ª série, e o perfil: amam futebol e água e vêem no pólo a forma de jogar bola na piscina. "Nadar faz bem, gosto de futebol, de gol", diz o corintiano Caio, que só tinha visto pólo pela TV.

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