Um susto no Santos: a bomba era falsa

Artefato deixado junto a um portão do CT Rei Pelé causa tumulto. Em crise, time não vence há oito jogos

Sanches Filho, SANTOS, O Estadao de S.Paulo

11 de julho de 2008 | 00h00

O dia seguinte do Santos ao empate por 1 a 1 com o Grêmio, na Vila Belmiro, acumulando oito jogos sem vitória, começou com medo e apreensão. Às 8 horas, a polícia recebeu um telefonema anônimo dando conta de que uma bomba, deixada junto ao portão de acesso da imprensa no CT Rei Pelé, iria explodir em pouco tempo. Três guarnições da PM foram enviadas à Avenida Rangel Pestana, que teve um trecho interditado. À distância, os policiais avistaram o que parecia ser um artefato feito com três bananas de dinamite, amarradas com fios elétricos e com um objeto em cima. Pouco depois das 9 horas chegou ao local uma equipe do GATE (Grupo de Ações Táticas Especiais), que, após fotografar e analisar o objeto, destruiu a suposta bomba. "Foi uma brincadeira de mau gosto. Usamos o procedimento do jato d?água com areia para destruir o objeto", explicou o capitão Flávio Brito. "Felizmente ficou constatado que eram apenas três cilindros cinzas de PVC cheios de pedras, com uma bateria simulando o detonador." Apesar da seqüência de resultados negativos do time, os torcedores têm sido mais tolerantes agora do que no início do trabalho do ex-técnico Emerson Leão. Após a derrota na estréia no Campeonato Paulista, os muros do CT foram pichados com frases exigindo que o técnico e o zagueiro Betão fossem mandados embora e que a diretoria contratasse reforços. Agora, os protestos têm se limitado às vaias durante os jogos. Essa não foi a primeira vez que se suspeitou de colocação de bomba no CT. Em agosto de 2007, funcionários do clube se assustaram ao ver um cilindro de metal no campo 2. A polícia foi chamada e constatou se tratar de um sinalizador marítimo, ainda com restos de pólvora, que havia caído no campo. KLÉBER PEREIRAA crise do Santos, estacionado na zona de rebaixamento e há oito jogos sem vencer, já produziu uma vítima: Kléber Pereira. Perseguido pela torcida, o artilheiro do time na temporada, com 22 gols em 35 jogos, está sem marcar há oito partidas e foi ?jogado? para a torcida pelo capitão Fábio Costa no gol do Grêmio (1 a 1 anteontem, na Vila Belmiro). Na forte discussão com o goleiro, só não houve agressão porque o zagueiro Fabão chegou a tempo. A paciência de Cuca com ele também parece ter se esgotado. De titular e referência do time com Vanderlei Luxemburgo em 2007, e com Leão nos primeiros meses de 2008, hoje ele está ameaçado até pela reserva.

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