Um Thiago mais forte e econômico para Londres

Nadador oficializou decisão de permanecer no Brasil e trabalhar com o técnico de César Cielo em São Paulo

VALÉRIA ZUKERAN, O Estado de S.Paulo

10 de dezembro de 2011 | 03h07

Thiago Pereira anunciou oficialmente ontem uma decisão de risco. Deixar os Estados Unidos e fazer a preparação para a Olimpíada de Londres no Brasil, na equipe PRO 16, ao lado do campeão olímpico Cesar Cielo e do técnico Alberto Silva. O objetivo continua: buscar a medalha olímpica que teima em escapar. Nos Jogos de Atenas o nadador ficou em quinto lugar na prova dos 200 metros medley e quatro anos depois, na mesma prova, em Pequim, ficou em quarto.

"Para chegar a uma grande coisa há um risco então eu resolvi arriscar. Sei que está bem perto da Olimpíada, mas sou um cara que se adapta rápido a qualquer programa, qualquer tipo de treinamento, por tudo o que vivi na natação", explica Thiago.

O nadador do Corinthians conta como foi o processo decisório. "Acabou o Mundial e eu vim para cá. Queria passar um tempo no Brasil e acabei estendendo do Troféu José Finkel para o Pan-Americano." Na ocasião, experimentou treinar com Albertinho, em São Paulo. "Não estava acostumado, mas ele usa muito o trabalho de força, paraquedas dentro d'água, parte de musculação bem intensa, e era uma coisa que eu sempre deixei um pouco de lado", detalha. "Pode ser um diferencial."

Thiago conta que as seis medalhas de ouro obtidas nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara - as quais fizeram dele o brasileiro com maior número de vitórias no evento, 12 ao todo - tiveram pouca influência. "Na verdade já havia resolvido antes de viajar para o México, mas mantive segredo porque queria transmitir a decisão pessoalmente e em primeiro lugar para o Dave (Dave Salo, seu treinador em Los Angeles)." O rompimento, segundo o nadador, foi amistoso.

Mudança. Albertinho explica como vai preparar Thiago. Em primeiro lugar, elegeram a prova dos 200 metros medley como prioridade, embora a participação em outras não esteja descartada. E vão trabalhar fundamentos. "A gente quer o Thiago virando mais rápido, saindo da troca de nado mais forte", explica.

O trabalho de força será intensificado. "A gente não quer mudar a constituição do Thiago", garante Albertinho. "O que isso pode trazer? Uma economia de nado. Se ele dava 28 braçadas para fechar a prova vamos trabalhar para fechar em 26. Ele fica mais forte dentro da técnica."

Para o técnico, esta é parte da tática para melhorar o desempenho no fim das provas, onde Thiago perde desempenho por excesso de ácido lático nos músculos. A outra, segundo ele, é repensar a distribuição do esforço durante a competição.

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