Uma atenção especial na formação das nadadoras

Para os Jogos do Rio, intenção é colocar o time feminino em um patamar mais elevado

Paulo Favero, O Estado S.Paulo

26 de fevereiro de 2013 | 14h17

SÃO PAULO - O sonho da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) é garantir nos Jogos do Rio, em 2016, a primeira medalha da natação feminina brasileira. Enquanto entre os rapazes existe uma tranquilidade em relação ao desempenho de César Cielo, Thiago Pereira e outros, entre as meninas a intenção é oferecer toda estrutura para que elas tenham condições de igualdade dentro da piscina. Recentemente, o técnico Fernando Vanzella assumiu a função de coordenador da equipe feminina de natação. “Primeiramente queremos a valorização da mulher dentro da natação. Esse projeto já mostra que queremos dar uma atenção diferenciada a elas. Isso é uma grande contribuição, mas não podemos parar por aí”, comenta.

O ponto de partida para este ciclo olímpico será um trabalho específico para as nadadoras, que estão carentes de bons resultados internacionais. “No masculino, sempre tivemos referências muito fortes na natação. Temos de criar essas referências no feminino, mas isso só se faz com resultado”, conta, exemplificando. “A mulher, em alguns esportes, também tem uma defasagem. No judô e no vôlei aconteceu isso, mas depois mudou. É uma questão de tempo. Vale lembrar que antes também existia um tabu com relação a mulher na natação.”

Vanzella está trabalhando com dois grupos distintos. O primeiro, com atletas experientes. “Queremos ver o que falta e dar a elas”, revela. O segundo, de jovens entre 15 e 17 anos, que são aposta para as próximas Olimpíadas. “Estamos observando as nadadoras bem de perto.”

FRASE DE FERNANDO FANZELLA

"Esperamos ter uma boa participação nos Jogos do Rio, em 2016, que venha em uma evolução".

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