Uma final para pôr fim ao jejum

Palmeiras busca título de expressão após 9 anos. Ponte quer 1.ª conquista

Daniel Akstein Batista e Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

26 de abril de 2008 | 00h00

O Palmeiras tem dois jogos pela frente que valem quase 9 anos. A Ponte Preta tem os mesmos 180 minutos para conquistar o que não conseguiu em mais de um século de história. Às 16 horas de hoje, os times entram em campo para o primeiro jogo da final do Campeonato Paulista, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas.A partida vale mais do que apenas um importante troféu na prateleira palmeirense. Torcedores não agüentam mais seguir na fila de títulos de peso, querem acabar com um jejum que dura desde 1999, ano da conquista da Taça Libertadores. Nos últimos anos, o time se acostumou a assistir às decisões de campeonatos pela tevê, com outras equipes fazendo a festa. Em 2008, acreditam torcida, diretoria e jogadores, chegou a vez do Palmeiras!Os investimentos da Traffic, as milionárias contratações, a chegada de Vanderlei Luxemburgo e a ótima campanha na temporada credenciam o Palmeiras ao título paulista. O favoritismo existe, apesar de o elenco dizer que não. Mas é o mesmo discurso utilizado na semifinal contra o São Paulo. E quem chegou à decisão? O forte Palmeiras, que hoje enfrenta uma Ponte Preta desfalcada. Os campineiros, aliás, também apontam o rival como principal candidato ao primeiro lugar.Um vice-campeonato agora poderá ser desastroso para o Palmeiras, mesmo que Luxemburgo diga que os planos para o time são a médio e longo prazos. "Qualquer resultado que não seja a favor do Palmeiras é ruim", disse o chileno Valdivia. "Mesmo com um empate vamos ter pressão durante a semana."O título para a Ponte Preta seria histórico. O time de Campinas nunca conquistou um troféu de importância nos seus 107 anos de vida. São quatro segundos lugares no Estadual, contra 21 títulos do Palmeiras. "Queremos entrar para a história do clube", afirmou o atacante Wanderley, revelação do time.Luxemburgo não poderá contar com o volante Léo Lima, machucado. Diego Souza deve jogar recuado e Denilson, no meio. Wendel também é opção. A Ponte não contará com quatro jogadores: o zagueiro César, o lateral-direito Eduardo Arroz e os meias Elias e Renato. O técnico Sérgio Guedes deve escalar o time com três volantes e três atacantes. Será mesmo? Só na hora do jogo será possível saber. "Vamos deixar o Palmeiras pensar um pouquinho", brincou.

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