Nilton Fukuda/AE-21/9/2012
Nilton Fukuda/AE-21/9/2012

Uma maratona para jogar no Equador

Para chegar à cidade de Loja, grupo tem de fazer escala em Bogotá e percorrer 350 km para a partida de amanhã

FERNANDO FARO, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2012 | 03h06

Nem bem teve tempo para comemorar a vitória contra o Cruzeiro e o São Paulo já mira suas atenções para a Copa Sul-Americana. E a competição continental deixa a comissão técnica preocupada por causa do desgaste da viagem até o Equador. Uma viagem a um grande centro como Quito, por exemplo, já seria motivo de um planejamento especial. Mas o jogo contra a LDU de Loja amanhã será uma verdadeira maratona para a equipe e faz Ney Franco já se planejar para a partida contra o Coritiba, no domingo, na casa do adversário.

O Tricolor enfrentou nada menos do que 12 horas de viagem - que incluíram uma escala em Bogotá e 350 quilômetros de ônibus - para chegar ao local do jogo. Para tentar minimizar o baque e ter mais tempo de descanso, a delegação embarcou pela manhã, poucas horas após o jogo pelo Brasileiro. "Realmente preocupa bastante. Todos estão cansados por causa do jogo e dormimos pouco, coisa de duas ou três horas", admite Rogério Ceni.

Além do pouco tempo de adaptação e do cansaço da viagem, os jogadores precisarão encarar a altitude de dois mil metros na cidade, que tende a acelerar o desgaste. Os preparadores físicos vêm monitorando os atletas diariamente para acompanhar o estado de cada um, mas existe a preocupação com a partida do Brasileiro. Vencer o Coritiba no Couto Pereira é fundamental para que a equipe continue na briga pelo G-4 e Ney Franco não vai poupar ninguém nos dois jogos. O descanso virá na semana que antecede ao clássico contra o Palmeiras, quando a equipe não terá nenhum compromisso.

"Nossa fala com os atletas é que a outra competição é um mata-mata e não há tempo de recuperação, se tivermos uma partida muito ruim corremos o risco de sermos eliminados. Nós até poderíamos levar seis ou sete jogadores para o primeiro jogo, mas não acredito que já seja hora de priorizarmos uma ou outra competição, até porque nós estamos muito bem nas duas", ponderou o técnico.

A maior preocupação é dosar o esforço do elenco para evitar o aparecimento de lesões musculares, caso por exemplo de Luis Fabiano, que desfalca a equipe por pelo menos duas semanas. Se conseguir manter os jogadores intactos fisicamente até o domingo, o Tricolor poderá respirar aliviado. Até lá, a preocupação de todos será constante.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.