Uma noite de gala do Imperador

Adriano tem ótima estréia, faz dois gols e conduz São Paulo à vitória de virada, por 2 a 1, sobre o Guaratinguetá

Giuliano Villa Nova, GUARATINGUETÁ, O Estadao de S.Paulo

18 de janeiro de 2008 | 00h00

Adriano fez o que dele se esperava: gols. Depois de um primeiro tempo discreto, trocou de chuteiras para a etapa final e só precisou de 40 segundos para mostrar seu talento, marcando seu primeiro gol com a camisa do São Paulo. E ainda mostrou precisão na cobrança de falta para virar o jogo e ajudar o time a bater o Guaratinguetá, por 2 a 1, ontem, na estréia do Campeonato Paulista. Com seu poder de finalização, provou que deve ser o diferencial da equipe no Estadual e possivelmente na Taça Libertadores.E Adriano brilhou não só em campo, pois o camisa 10 polarizou as atenções mesmo sem a bola. Cinqüenta minutos antes da partida, ele pisou no gramado e teve o nome gritado até pelos torcedores locais, que superlotaram o estádio para vê-lo.No jogo, como o técnico Muricy Ramalho pediu, o São Paulo valorizou a posse de bola. Foi a melhor fórmula para anular a animação do rival e permitir que a bola chegasse a Adriano. O centroavante teve a primeira chance aos 9 minutos, quando recebeu de Richarlyson. Mas o Guaratinguetá começou a fazer pressão. Deu resultado: aos 21 minutos, André Dias fez falta e Renato não perdoou: chutou no meio da barreira, acertou o canto de Rogério e abriu o placar.A reação começou logo no primeiro minuto do segundo tempo: Adriano pegou de primeira o rebote na entrada da área e mandou uma bomba para as redes de Fábio. Com o gol, o jogador repetiu o que já fizera na Inter e Fiorentina, quando também marcou na estréia. Com um marcador a menos no meio-campo, a partida ficou aberta e Adriano pôde se soltar. Serviu a Aloísio, que desperdiçou a oportunidade.Quando o São Paulo se desarrumou ? Dagoberto e Juninho saíram lesionados ? o Imperador resolveu. Na falta sofrida por Aloísio, o camisa 10 não chutou com força, mas foi preciso: acertou o meio da barreira, que abriu, e mandou no canto de Fábio. Festejou com os companheiros e foi aclamado pelos torcedores. E os colegas cumpriram a promessa de ajudar o Imperador: mesmo com Richarlyson expulso, seguraram o resultado nos minutos finais e permitiram que o camisa 10 brilhasse ? como deve ocorrer, enquanto vestir a camisa do time.

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