Uma nova final entre eternas rivais

Unilever e Sollys/Osasco decidem pela sexta vez seguida o título da Superliga Feminina. Jogo será no Ibirapuera, às 9h45

Amanda Romanelli, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2010 | 00h00

Igual, mas diferente. Assim pode ser definido o confronto entre Sollys/Osasco e Unilever, hoje, às 9h45, na partida que decide a Superliga Feminina de Vôlei. Os times, que dominam o cenário nacional há mais de meia década, encontram-se pela 6.ª vez consecutiva em uma final - os números dão ampla vantagem às cariocas, tetracampeãs.

No duelo, somam-se histórias de superação e sucesso, além de tabus e mudanças, em um cenário novo para o torneio: o Ibirapuera, que estreia como palco da final da Superliga. O tradicional ginásio paulistano, com seus 11 mil lugares preenchidos, receberá o troféu após quatro de finais no Estado do Rio - duas no Maracanãzinho e as outras no Caio Martins, em Niterói. A decisão de mandar o jogo em São Paulo, contudo, desagradou o técnico Bernardinho, da Unilever. "Ter sido o melhor time da fase classificatória deveria me dar a vantagem de escolher o lugar do jogo."

Nova fase. Outras modificações seguiram por meio do nome das equipes. Apesar de continuarem sediadas nas cidades de Osasco e Rio, os times abandonaram as denominações das últimas cinco finais. A Unilever substituiu o Rexona/Ades, estratégia para fixar o nome da multinacional anglo-holandesa no mercado, apesar de seus 80 anos presente no país.

Já a equipe paulista passou por drama conhecido: dois dias após o fim da última Superliga - em 20 de abril de 2009 -, foi anunciada a retirada do patrocínio do Bradesco, parceiro de 20 anos, e a extinção do time. A rápida ação da comissão técnica e das jogadoras, além do suporte da Prefeitura de Osasco, proporcionaram o retorno da Nestlé ao vôlei feminino. A empresa, depois da passagem no esporte com o Leite Moça e o Leites Nestlé ( na década de 90), integrou a marca Sollys (de produtos de soja) à vitoriosa agremiação.

Em quadra, pouco mudou. Das 14 jogadoras que começaram a última decisão, apenas a campeã olímpica Jaqueline, ponteira do Osasco, não estava. Aliás, o número de medalhistas em Pequim/2008 (além de Jaqueline, Carol Albuquerque, Fabiana e Fabi também foram ouro) e a quantidade de "selecionáveis" faz o técnico Luizomar de Moura, do time paulista, classificar o jogo com um clássico do vôlei não só do Brasil, mas do mundo - afirmação que ganhou o apoio do treinador rival.

Superação e motivação. Predominante na Superliga dos últimos anos, a Unilever não teve facilidade para chegar à final. Enfrentou três batalhas contra o São Caetano/Blausiegel, de Fofão, Mari e Sheilla, para chegar à 8.ª decisão de sua história (ganhou seis). Também superou uma noite de isolamento num Maracanãzinho alagado, reta final complicada para a temporada em que contusões atrapalharam bastante. Mas o time chega à decisão com três finais de Superliga vencidas sobre as rivais. "Só que essas vitórias dão o que de vantagem? Nada", decreta Bernardinho, que afirma: o Osasco é, individualmente, um time mais talentoso. "E não estou fazendo isso para jogar pressão."

Para o Osasco, nada supera a vontade de encerrar com o título uma temporada que poderia nem ter ocorrido. No ano, a vantagem é paulista: foram três vitórias em três jogos contra as rivais. "Com isso, o grupo comprou uma causa e batalhou junto para que a equipe pudesse existir. Por cinco dias, esse time oficialmente acabou", acrescenta Luizomar. Por isso, o técnico minimiza o tabu contra a Unilever. "Isso é algo que não me incomoda. Principalmente porque tivemos a chance de tentar de novo."

Terceiro lugar. O São Caetano ficou com o 3.º lugar da Superliga Feminina ao bater o Pinheiros por 3 a 0 (25/18, 25/21 e 25/19).

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