Uma 'nova luta' no Grand Slam de Paris

Modalidade testa uma série de alterações nas regras; da arbitragem aos golpes, da tecnologia ao tempo de combate

AMANDA ROMANELLI, O Estado de S.Paulo

09 de fevereiro de 2013 | 02h03

A temporada de disputas do judô já começou, mas hoje e amanhã, na França, 390 atletas de 55 países vão encontrar, oficialmente, um "novo" esporte. No Grand Slam de Paris , com disputa de medalha a partir das 16 horas de Brasília, estreiam as novas regras do judô. São modificações em vários aspectos da modalidade - da arbitragem aos golpes, da tecnologia ao tempo de luta.

"Este vai ser o primeiro evento com as novas regras. Trabalhamos bastante as mudanças no nosso último treinamento e acredito que as dificuldades serão para todos", afirma Ney Wilson, coordenador da seleção brasileira, que terá 12 atletas - incluindo quatro medalhistas olímpicos - em Paris.

O Grand Slam francês marca o retorno da ligeiro Sarah Menezes, campeã olímpica em Londres, às disputas individuais. O ligeiro Felipe Kitadai e o pesado Rafael Silva, que ganharam o bronze, também foram convocados, assim como a leve Ketleyn Quadros, terceira colocada na Olimpíada de Pequim-2008.

"O principal destaque é a volta da Sarah, que não luta desde outubro, no Mundial por Equipes", conta Wilson. Kitadai e Silva já disputaram um Grand Slam após os Jogos Olímpicos - foram a Tóquio e conquistaram bronze e prata, respectivamente.

A equipe brasileira também levará jovens promessas, como a ligeiro Gabriela Chibana, de 19 anos, e a meio-leve Eleudis Valentim, vice-campeã mundial sub-20 em 2010. "É agora que o ciclo olímpico para 2016 começa para valer e queremos experimentar peças novas", argumenta Ney Wilson. A Confederação Brasileira de Judô também levará as seleções masculina e feminina sub-20 para assistir ao Grand Slam, após um período de treinos e disputas na Europa.

Testes. O ano de 2013 será importante para o judô brasileiro, já que o País voltará a sediar um Mundial - o último foi em 2007, também no Rio.

Após o torneio, o comitê executivo da Federação Internacional (FIJ) decidirá se as novas regras serão definitivamente incorporadas ao esporte.

"Pela primeira vez, vamos aplicar as regras em nível mundial. Já fizemos alguns testes em torneios continentais e o retorno foi muito positivo", afirmou Juan Carlos Barcos, diretor de arbitragem da FIJ. "O judô se tornou muito mais dinâmico. Sabemos que um período de adaptação é necessário, mas acredito que estamos na direção certa."

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