Uma portuguesa do barulho

Gritinhos de Michelle desafiam juiz

Fábio Vendrame, Com Agências internacionais, O Estadao de S.Paulo

30 de maio de 2009 | 00h00

A adolescente portuguesa Michelle Larcher de Brito leva a sério a velha artimanha de ganhar no grito. Sério até demais, diga-se. Sem derramar gota de lágrima, ela abriu o maior berreiro ontem na quadra principal de Roland Garros, em Paris, na partida contra a francesa Aravane Rezai. A ponto de deixar o público estarrecido. Houve quem lançasse mão de usar protetores de ouvido para suportar a estridência da lusitana de 16 anos e 1,65 metro, estreante em Grand Slam.Michelle berrava tanto a cada rebatida que virou notícia mundo afora. Ficou feliz com a repercussão, mas um tanto indignada com a atitude de sua adversária. Atordoada com a gritaria, a anfitriã Rezai interrompeu a partida para reclamar com o árbitro. Disse a ele que daquele jeito não dava para continuar, não. E sugeriu que ele estabelecesse um limite para aquilo tudo. Personalidade forte, a adolescente emendou: "Se fosse a Sharapova, você pediria para ela ficar quieta?" Como a regra nada prevê a respeito, os potentes berros de Michelle continuaram a ressoar a cada vez que a bola atravessava a quadra. O público, até por amor aos tímpanos, se solidarizou com a jogadora da casa, ora pois. Ainda assim, a ensurdecedora - e belíssima - Michelle só parou de gritar ao sofrer o ponto derradeiro e perder por 7/6 (7/3) e 6/2. A partir de hoje, o nível de ruído em Roland Garros tende a sofrer sensível queda.

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