Uma tarde de gala no hipódromo

Depois de 18 anos, Jockey Club de São Paulo promove o GP Latino-Americano com premiação de R$ 584 mil

Valéria Zukeran, O Estadao de S.Paulo

14 de março de 2009 | 00h00

O Jockey Club de São Paulo terá hoje, em seu aniversário de 134 anos, um dia de gala com a volta do Grande Prêmio Latino-Americano ao País depois de 18 anos de ausência. Outro atrativo será a distribuição da maior premiação do ano no turfe sul-americano: US$ 250 mil (cerca de R$ 584 mil). A prova de 2 mil metros em pista de grama começa às 16h40, mas os espectadores terão eventos preliminares a partir das 14 horas.O presidente do Jockey Club de São Paulo, Márcio Toledo, usa o futebol para explicar ao público leigo a relevância do evento. "O Grande Prêmio Latino-Americano é para o turfe o equivalente à Taça Libertadores para o futebol", compara.Segundo o dirigente, a prova ficou 18 anos longe do Brasil por causa dos graves problemas financeiros enfrentados pelo Jockey paulistano a partir da década de 80. Agora, com as finanças da entidade saneadas por meio de um trabalho de redução de despesas e renegociação de contratos iniciado em 2005, a ideia é fazer do GP um marco da retomada do prestígio internacional do turfe na capital."O que muita gente não sabe é que o Jockey é um dos poucos locais em São Paulo que proporcionam diversão gratuita. Qualquer pessoa pode vir aqui se divertir, e não vai pagar para entrar", ressalta Toledo. Segundo ele, a diretoria tem feito esforços para aumentar a frequência nos páreos. De 2005 para cá, por exemplo, conseguiu dobrar a presença de público e, com isso, ampliar as apostas.Mas a ideia é, também, incluir o Jockey na agenda de eventos sociais da cidade. "Queremos trazer as mulheres, as famílias. Para isso, estamos promovendo eventos como shows musicais na Chácara da Vila Sônia. Para o GP, teremos bandas, desfiles, apresentações de jazz", enumera. Além dos eventos culturais, haverá em Cidade Jardim atividades paralelas ao GP, como leilões de cavalos de corrida. Em tempo, o páreo hoje terá 12 montarias: seis do Brasil, quatro do Chile, uma da Argentina e uma do Peru.

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