Uma vaga para três

Rubens Barrichello, Bruno Senna, Lucas di Grassi e Luiz Razia são os pilotos que ainda estão em busca de patrocínio para que o Brasil não tenha apenas Felipe Massa na Fórmula 1 em 2012. Dentre esses quatro, Bruno e Rubinho parecem ser os mais próximos, segundo pessoas ligadas à Williams, que garantem estar apenas entre eles e Adrian Sutil a escolha de quem será o companheiro do venezuelano Pastor Maldonado.

REGINALDO LEME, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2011 | 03h04

Que a Williams precisa de dinheiro todo mundo sabe. Sutil tem fortes patrocinadores alemães e Bruno Senna, além dos que o acompanhavam na Renault - Gillette e Embratel - tem um novo apoiador que está sendo mantido em segredo. O projeto de Barrichello está nas mãos de várias empresas brasileiras e há interessados. O problema é que a equipe tem pressa nessa definição e, por isso, Bruno Senna parece mais perto de conseguir a vaga.

Bruno esteve na sede da Williams, fez testes de avaliação física, teve longas conversas com técnicos, o que pode ser entendido como um tipo de sabatina e parece ter deixado impressão muito boa. Depois disso, a Williams ainda entrou em contato com técnicos da Lotus-Renault para obter informações sobre performance e comportamento de Bruno, que correu metade do último campeonato em dupla com Vitaly Petrov, desde que substituiu Nick Heidfeld. Nos oito GPs em que correram juntos, Bruno largou cinco vezes à frente de Petrov, mesmo conhecendo menos o carro da Renault e os recursos introduzidos este ano - kers e asa móvel.

O brasileiro não ficou na Lotus-Renault por pressão da Total, empresa petrolífera francesa que controla a Elf, marca tradicionalmente ligada à Renault desde os primeiros passos da equipe francesa na F-1 com Jean Pierre Jabouille e Renê Arnoux, passando depois por Alain Prost. Graças a essa ligação, mais tarde a Elf foi parar na Williams, que garantiu aos motores Renault uma longa hegemonia no Mundial de Pilotos e Mundial de Construtores.

A Lotus-Renault foi convencida de que a experiência de Raikkonen poderá preparar Romain Grosjean para uma carreira mais bem sucedida do que na primeira tentativa em 2009, quando ele disputou 6 GPs e fracassou. Grosjean mostrou recuperação nos últimos anos, ganhando o campeonato da GP2 asiática, a F3 europeia e em 2011 conquistou o título da GP2 europeia. Refez a carreira da melhor forma possível. Mas será que Raikkonen volta em boa forma, depois de três anos fora da F-1? Isso é algo que nem Schumacher conseguiu. E em termos de dedicação, sempre houve uma distância enorme entre Raikkonen e Schumacher.

A definição da Williams é aguardada por toda a F-1 por ser a última vaga ainda em aberto. Ficará restando ainda uma outra na HRT, mas, por ser a equipe mais fraca do Mundial, não é tão disputada. Ela pode ser ocupada por Jayme Alguersuari, dispensado pela Toro Rosso junto com o companheiro Sebastian Buemi. Os dois foram trocados pelo estreante Jean-Éric Vergne, que parece ter muito talento, e o novato Daniel Ricciardo, de quem se esperava bem mais no primeiro ano de F-1.

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