Uma vitória aos 49 do 2.º tempo

Adriano, de cabeça, fez o único gol do São Paulo sobre o retrancado Luqueño e garantiu o 1.º lugar no Grupo 7

Giuliano Villa Nova, O Estadao de S.Paulo

03 de abril de 2008 | 00h00

Foi no sufoco, com um pouco de sorte e graças à estrela de Adriano - que fez o gol decisivo, de cabeça, aos 49 minutos do segundo tempo -, mas o São Paulo derrotou o Sportivo Luqueño, do Paraguai, por 1 a 0, ontem, no Morumbi, e deu um grande passe para chegar às oitavas-de-final da Taça Libertadores. Os brasileiros lideram o Grupo 7, com oito pontos em quatro jogos e ainda têm mais duas partidas para decidir seu futuro: vai ao Chile, no dia 10, para enfrentar o Audax Italiano, e decide a classificação para a próxima fase contra o Nacional, no dia 23, em casa.''Um gol na Libertadores tem um gosto diferente'', disse Adriano, que chegou ao terceiro gol na competição. ''Foi um jogo muito difícil, mas não abaixamos a cabeça em nenhum momento e conseguimos a vitória'', comentou o camisa 10. Hoje, o Nacional de Medellín recebe o Audax, na Colômbia.Como previsto, os paraguaios praticamente não passaram do meio-campo durante os 90 minutos. Nas poucas vezes em que atacaram, os visitantes aproveitaram os espaços deixados pelo rival - que, por sua vez, não encontrava as mesmas brechas. Dessa forma, só restava chutar de longe. Dessa forma, Hernanes quase marcou, aos 11 e aos 34, quando arriscou de fora da área, mas García mandou a escanteio.As jogadas preferidas dos são-paulinos eram pela direita, nas investidas de Zé Luis e Éder Luis. Mas os cruzamentos, sem muita força, quase sempre encontravam a defesa visitante bem posicionada. Na única vez em que o Luqueño falhou, aos 36, Hernanes cabeceou para fora.LENTIDÃONo intervalo, Muricy pediu que o time jogasse mais pelas laterais e que os atacantes pressionassem mais os zagueiros rivais, mas a equipe parece não ter ouvido as ordens do treinador e o ritmo da etapa final não mudou. Lento e previsível, o São Paulo demorava para ir ao ataque e permitia que a zaga paraguaia se posicionasse.O jogo só esquentou aos 14, quando Éder Luis deu um drible desconcertante no marcador e tocou para Borges, que chutou em cima do goleiro García. Muricy demorou 20 minutos para tirar o volante Fábio Santos, sem função, para a entrada de Dagoberto. E no primeiro lance do atacante, o cruzamento sobrou para An dré Dias, que chutou perto.Com C arlos Alberto na vaga de Éder Luis, esperava-se que o São Paulo ganhasse velocidade. Mas o meia-atacante também estava tímido. Aos 34, Jorge Wagner cobrou falta na área, Zé Luis cabeceou bem, mas García fez ótima defesa.Adrian o participou bastante dos lances ofensivos, mas ficou muito longe da área. Marcado de perto, também não conseguiu espaço para finalizar. Só o teve aos 18 minutos, quando cabeceou por cima, após levantamento de Hernanes.Mas valeu o espírito de luta do centroavante, que não desistiu da luta com os zagueiros e foi premiado, já nos acréscimos. Jorge Wagner levantou da esquerda e o camisa 10 subiu mais do que os marcadores. A bola entrou bem no canto, suficiente para garantir o suado triunfo. ''A comissão técnica está fazendo um ótimo trabalho comigo, e a vitória também é resultado disso'', festejou Adriano.

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