Koca Sulejmanovic/EFE
Koca Sulejmanovic/EFE

Único problema de Morten, segundo amigos, é 'loucura'

Treinador dinamarquês deixou terra natal para treinar o Brasil

Alessandro Lucchetti, O Estado de S. Paulo

24 Dezembro 2013 | 05h00

SÃO PAULO - Quem já trabalhou com o técnico dinamarquês Morten Soubak não se cansa de fazer elogios ao conhecimento técnico, à liderança e ao bom coração do treinador. Ele só teria um problema, segundo o treinador Sérgio Hortelan, que foi auxiliar de Morten por quatro anos, de 2005 a 2008, no time masculino do Pinheiros: "Ele é um pouco louco. A gente não conseguia entender como um treinador dinamarquês é capaz de largar um lugar no qual o handebol é o segundo esporte mais popular, com alto investimento, e vir parar no Brasil, onde temos tantos problemas."

Morten trabalhava nas divisões de base do Kobenhavn em 1995, quando conheceu o técnico Marcos Garcia, de uma equipe de Osasco, que fazia estágios no handebol dinamarquês. O nórdico revelou, para desconcerto do brasileiro, que toparia vir trabalhar no Brasil. Feito o convite, Morten veio e treinou o time de Osasco no ginásio Geodésico - suportou por seis meses os problemas de infraestrutura e a falta de recursos, e voltou para a Dinamarca. Dez anos depois, o então diretor de handebol do Pinheiros, Eduardo Macedo, o convidou para voltar. "Aqui no Brasil, sempre estudamos o handebol espanhol, pela facilidade da língua. O handebol nórdico tem padrões muito diferentes de defesa, e acrescentou muito", diz Hortelan.

Soubak, que se formou técnico de futebol nos EUA, acha que a paixão por esse esporte o aproximou do Brasil. São-paulino, ele diz que ainda chora quando se lembra da seleção brasileira na Copa de 82. O técnico, que trabalhou na última temporada no Hypo Nö, da Áustria, quer voltar a morar no Brasil.

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