Uniforme e terno: no Andirá, meia do time também é presidente

João Paulo Lourenço comanda o Andirá dentro de campo.

Almir Leite, O Estado de S.Paulo

23 de abril de 2017 | 07h00

João Paulo Lourenço comanda o Andirá dentro de campo. É o armador do time. Mas manda muito do lado de fora também. João Paulo é o presidente do clube do Acre. Aos 36 anos, ele se tornou “jogador-presidente’’ no fim do ano passado.

Com o clube passando por grave crise financeira, e dificuldades, aceitou o convite de amigos ligados ao Andirá – lá começou a jogar, no ano de 2000 – e topou a missão.

“Aceitei para tentar ajudar o Andirá’’, disse João Paulo, que tem mandato de três temporadas, ao Estado.“A gente correu atrás de patrocínio e não conseguiu. Montamos um time de garotos, de 20 e 21 anos. Tem até de 17. O objetivo era manter a equipe na primeira divisão.”

Isso o fez vestir o terno sem tirar as chuteiras. “Só participei para reduzir a responsabilidade deles (dos garotos). Se as coisas não dessem certo a culpa seria minha. Mas deu. Mérito deles.’’

A continuidade da função dupla, diz João Paulo, dependerá de o clube conseguir ou não parceiros para pagar as contas (o orçamento é de R$ 40 mil/mês). “Se conseguir patrocínio, não há necessidade de eu jogar.’’

Tudo o que sabemos sobre:
FutebolFutebol

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.