Universidad e Boca vão definir hoje o outro finalista

Provocações de lado a lado e perspectiva de um jogo "pegado'', daqueles em que, quando não dá na técnica, tenta-se resolver com garra e mesmo rispidez. É isso que Universidad de Chile e Boca Juniors prometem hoje, na partida que decide, a partir das 21h15, o outro finalista da Libertadores. Os argentinos têm a vantagem dos 2 a 0 obtidos na Bombonera, mas os chilenos confiam na pressão da torcida, que deve lotar o Estádio Nacional, para reagir e ficar com a vaga.

SANTIAGO, O Estado de S.Paulo

21 de junho de 2012 | 03h06

O clima pré-jogo andou quente. Ambas as equipes perderam seus confrontos pelos campeonatos nacionais no domingo, tropeços que serviram de munição para seus treinadores dizerem como pretendem derrubar o rival esta noite. "Vamos jogar como o Arsenal'', disse Jorge Sampaoli, técnico da Universidad de Chile, usando a derrota do Boca por 3 a 0 para o time de Sarandi, pelo torneio Clausura argentino, para provocar o adversário.

"Se La U quer jogar como o Arsenal, então nós teremos que jogar como o Colo Colo'', devolveu Julio Cesar Falcioni. É que no domingo a Universidad levou 2 a 0 do maior rival no clássico do Apertura chileno, jogo de ida das semifinais.

Independentemente das provocações, o fato é que as duas equipes demonstram também boa dose de confiança. "Acredito que, contra o Boca, voltaremos a ser uma equipe insuportável para os rivais'', disse Sampaoli, que, no entanto, não poderá contar com dois importantes titulares: o zagueiro Acevedo e o meia Lorenzetti estão contundidos.

Por conta disso, mas também da necessidade de vencer por vantagem expressiva, Sampaoli optou por mudar o esquema tático. Em vez do 3-4-3 característico, vai armar o time no 4-3-3.

No Boca Juniors, nem mesmo a contusão do zagueiro Insaurralde reduz o entusiasmo. "Vamos enfrentar um rival forte e que sabe o que quer. No jogo na Argentina, a Universidad se recuperou rapidamente dos gols sofridos e nos deu bastante trabalho. São velozes'', analisou o treinador Falcioni. "Mas vamos fazer o máximo para obter um bom resultado.''

O meia Riquelme acredita que será preciso muita garra e concentração para sair de Santiago com a vaga. "Vamos enfrentar a melhor equipe do Chile'', resumiu.

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