Ivan Franco/EFE
Ivan Franco/EFE

Uruguai joga neste domingo pela hegemonia da Copa América

Celeste busca se tornar a maior campeã do torneio; Paraguai tenta provar que não são só as vitórias que resolvem

Paulo Galdieri - Enviado especial, O Estado de S.Paulo

24 de julho de 2011 | 00h00

BUENOS AIRES - O Uruguai entra em campo neste domingo no Monumental de Nuñez para se tornar o maior campeão continental. E o Paraguai, para provar que um campeão não se faz só de bom futebol e de vitórias.

A final da Copa América, às 16 horas, em Buenos Aires, terá um confronto entre uma seleção que conseguiu eliminar a dona da casa e que luta para confirmar sua ressurreição no futebol mundial contra uma equipe que passou a competição empatando, mas que graças a atuações firmes de seu sistema defensivo e, sobretudo, de seu goleiro, pode conseguir seu terceiro título.

O Uruguai busca a sua 15.ª Copa América para se tornar o maior campeão - a Argentina também tem 14 títulos.

O time chega à final com a campanha chancelada pela desclassificação da anfitriã, nos pênaltis. Mas o Paraguai, nesse quesito, também tem algo a mostrar, já que deixou para trás o Brasil, também nas penalidades.

"Esta partida determina que lugar ocuparemos na história", disse o técnico uruguaio, Oscar Tabárez. "Mas, se perdermos para o Paraguai nesta decisão, não quer dizer que o que estamos fazendo está tudo errado."

Por causa dos cinco empates e das duas classificações nos mata-matas por meio das cobranças de pênaltis, o time paraguaio tem sido criticado na Argentina. Mas os jogadores se defendem.

"Temos que ver o que fizemos de positivo até agora. Não ganhamos de ninguém, mas também não fomos derrotados", afirmou o volante Édgar Barreto.

Tabárez também saiu em defesa do adversário deste domingo. Para ele, não se pode tirar os méritos de uma equipe que se classificou para as últimas quatro Copas. Indiretamente, ele até criticou a organização do torneio, por fazer uma tabela que praticamente empurrava um eventual cruzamento entre Brasil e Argentina apenas na decisão. "As expectativas eram para que houvesse outras equipes nesta final."

Mas, curiosamente, o técnico do Paraguai admite que sua equipe não teve um desempenho que justificasse a chegada à decisão. "Não fizemos por merecer, por exemplo, o resultado contra o Brasil. Mas passamos."

Oscar Tabárez terá à sua disposição o atacante Cavani, que passou a maior parte da competição contundido. Sua entrada, no entanto, não está confirmada. Já Gerardo Martino recebeu uma péssima notícia. O atacante Roque Santa Cruz, um dos principais jogadores da seleção, ficará de fora por causa de uma lesão na coxa.

Pressão. O Uruguai entrou com uma representação oficial na Confederação Sul-Americana pedindo punição a todos os jogadores envolvidos em uma briga generalizada contra os atletas da Venezuela, na semifinal. A Conmebol indeferiu o pedido e apenas advertiu os paraguaios.

A decisão terá a presença do presidente da Fifa, Joseph Blatter. Será a primeira vez desde os escândalos que envolveram seu nome que o dirigente fará aparição num evento desse porte.

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