Uso da tecnologia não é consenso entre a arbitragem

Mesmo diante da censura, ficou claro entre os árbitros que adotam a linha mais purista que, mais cedo ou mais tarde, novos recursos tecnológicos serão utilizados no futebol. "Na era da Internet e da alta tecnologia, não há como a Fifa se isolar", disse o auxiliar brasileiro Altemir Hausman. Mas há quem seja abertamente contra. "A segurança da arbitragem é sua capacidade, não a tecnologia", disse o colombiano Oscar Ruiz. O suíço Massimo Busacca é ainda mais explícito. "Só vai complicar a situação", opinou.

, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2010 | 00h00

O sueco Martin Hansson insinua que a profissionalização dos árbitros seria tão importante como a tecnologia para melhorar a qualidade das decisões. "No meu desenvolvimento, esse foi um grande passo", observou. Hansson foi quem ignorou a mão do atacante francês Thierry Henry no jogo que classificou o time para a Copa do Mundo. Um empate tiraria a França da Copa e a Irlanda estaria no Mundial. Já o inglês Howard Webb preferiu jogar a responsabilidade para a Fifa. "Vou usar o instrumento que me derem para apitar", disse. "Só espero que isso não mude a natureza do jogo." J.C. / W.B.Jr.

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