Uso do chip volta à tona após gol que juiz não viu

Blatter admite uso da tecnologia para reduzir os erros

Sílvio Barsetti, O Estadao de S.Paulo

30 de junho de 2009 | 00h00

O gol marcado por Kaká, e mal anulado pela arbitragem, na decisão da Copa das Confederações, reacendeu a discussão sobre a necessidade ou não de recursos eletrônicos, como teipe da TV, serem utilizados para esclarecer situações polêmicas durante um jogo.Em entrevista coletiva, ontem, em Johannesburgo, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, teve de se alongar sobre o assunto. O motivo: jornalistas de várias partes do mundo citaram o "gol" de Kaká para questionar o dirigente e a Fifa."Pelas regras do jogo, não podemos levar essa tecnologia para o campo. Se algum dia houver uma mudança, que seja apenas para elucidar casos da linha do gol, em que haja dúvida se houve ou não o gol. Mas essa discussão não está fechada", disse.Blatter mencionou dois exemplos que podem servir para diminuir a margem de erro dos árbitros. Primeiro, a bola com um chip, experiência testada, sem sucesso, num torneio de clubes, no Japão. De acordo com Blatter, o uso desse recurso pode ser reeditado em outras competições, embora ele mesmo pareça um pouco cético quanto ao resultado."Uma coisa é certa. Sempre haverá erros, que fazem parte do futebol, um esporte mais humano por causa disso." Uma outra medida seria a de levar a campo dois árbitros, que se comunicariam por um transmissor. Blatter informou que a ideia será testada na próxima edição da Copa dos Campeões da Europa.No lance mais polêmico da final da Copa das Confederações, Kaká fez um gol de cabeça quando o Brasil perdia por 2 a 1 dos Estados Unidos. A bola foi rebatida pelo goleiro Howard depois de passar da linha e o lance prosseguiu normalmente, apesar das reclamações.Para Blatter, a África do Sul levou nota 7,5 pela organização da Copa das Confederações. Ele disse esperar que o país receba, ao final do Mundial do ano que vem, "a nota máxima". Admitiu de novo problemas de transportes, hospedagem, mas garantiu que o governo local está empenhado "em resolver tudo e a tempo".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.