Vacilo de Bruno tira vitória do Palmeiras

Goleiro falha na cobrança de falta de Juninho, que dá empate ao Vasco; arbitragem é contestada pelos palmeirenses

PAULO GALDIERI, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2012 | 03h03

Se a ideia de Luiz Felipe Scolari era usar a partida contra o Vasco como teste para a pressão que o Grêmio deve fazer na segunda partida da semifinal na Copa do Brasil, o Palmeiras pode dizer que não foi tão bem assim.

O empate em 1 a 1 não seria um mau resultado, não fosse o fato de o time precisar de uma vitória para tentar embalar uma reação no Brasileiro. Mas pelo o que fez no jogo, menos por seus erros, mais por sua postura e pela qualidade do adversário, o ponto ficou de bom tamanho.

O problema é que o clube ainda não conseguiu a sua primeira vitória no Brasileiro, continua entre os últimos colocados e, de quebra, pode ter perdido dois jogadores importantes para o jogo decisivo de quinta-feira, pela Copa do Brasil. Com a opção por não poupar titulares para buscar a necessária vitória, o treinador palmeirense acabou punido com as contusões musculares de Marcos Assunção e Luan.

Felipão apostou de novo no esquema com Henrique como volante. Mas, ao contrário do que ocorreu em Porto Alegre, o sistema defensivo não funcionou tão bem em Barueri.

Jogando em casa e precisando de uma vitória, o Palmeiras não pôde ficar apenas atrás esperando o Vasco e contra-atacando.

O meio de campo, mesmo reforçado para marcar, não conseguiu tirar a bola dos pés dos vascaínos. Diego Souza e Juninho Pernambucano ditaram o ritmo do jogo o tempo todo.

Mas nem por isso o time de Felipão deixou de levar perigo ao gol de Fernando Prass, embora sofrendo mais com as chances criadas pelo adversário do que ameaçando a meta rival, o Alviverde teve lá suas chances, que até poderiam ser maiores, caso Barcos não tivesse ficado tão isolado na frente - o que parece ser o maior efeito colateral do novo esquema preferido de Felipão.

O Palmeiras viveu a maior parte do jogo de lançamentos de Daniel Carvalho para a frente. Luan, até se machucar, e depois Mazinho, eram os alvos preferidos das tentativas do meia, que, a exemplo do que ocorrera no Olímpico, jogou bastante recuado, quase sempre recebendo a bola antes da linha do meio de campo e longe dos atacantes.

Mas Mazinho, mais uma vez, fez o serviço que tem feito a torcida elegê-lo como talismã, com um belo gol, com direito a tirar Dedé, um dos melhores zagueiros em atividade no País, para dançar antes do arremate, aos 10 minutos. A primeira vitória palmeirense no Brasileiro parecia bem encaminhada, embora sempre o Vasco tivesse a posse de bola e criasse boas oportunidades de gol. Mas com os erros dos cariocas e com boas defesas do goleiro Bruno, o time paulista se segurou até onde pôde.

Juninho apareceu. O problema é que esse limite foi superado aos 39 minutos do segundo tempo, na cobrança de falta perfeita de Juninho Pernambucano. A bola, com a forte batida, entrou no lado do gol onde Bruno estava -motivo que fez Barcos e Henrique darem uma bronca no goleiro. Depois, ele mesmo admitiu, poderia ter tentado pegar a pancada do vascaíno.

O Vasco buscou a virada e até mandou a bola para o fundo da rede, mas a cabeçada de Alecsandro foi em posição de impedimento. No fim, um empate justo, mas amargo para o Palestra.

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