Vaias em amistoso da seleção não incomodam Neymar

Atacante não agradou aos torcedores da Grã-Bretanha, derrotada pelo Brasil por 2 a 0

MIDDLESBROUGH, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2012 | 03h05

O primeiro tempo já havia passado da metade quando Neymar caiu na área da Grã-Bretanha se queixando de ter levado uma pancada na nuca. Foi o bastante para os torcedores britânicos começarem uma vaia que reaparecia cada vez que o santista tocava na bola e atingiu o volume mais alto já no finzinho do jogo, quando foi anunciado pelo sistema de som do estádio que ele ganhou o prêmio de melhor jogador em campo, prêmio simbólico, diga-se de passagem.

Primeiro, Neymar reagiu com ironia e ira. Após marcar o segundo gol da seleção, de pênalti, ele se dirigiu à torcida de braços abertos, com um sorrisinho maroto. Depois, no intervalo, se irritou quando lhe perguntaram sobre a origem da vaia. "Tomei uma pancada aqui (mostrando a nuca) e quando dói eu caio no chão. Não me joguei, não."

Depois da partida, com a cabeça mais fresca, o craque adotou uma postura bem mais pacata. Ele jurou de pés juntos que não fez nenhuma provocação aos torcedores britânicos, apesar das evidências em contrário, e que não se irritou com as vaias.

"Não tem problema nenhum, é normal. Estou ali para as duas coisas, para ser vaiado e para ser aplaudido", falou. "Todo profissional pode passar por isso, um músico, um grupo de pagode. É normal." A palavra normal foi usada por Neymar dezenas de vezes para falar sobre o tema.

Conforme Mano Menezes reconheceu, as vaias surgiram porque na Europa (especialmente na Inglaterra) os torcedores não suportam jogadores que simulam faltas, embora o treinador diga que esse não é o caso de seu atacante. Se as vaias se repetirem na Olimpíada Neymar garante que não vai se incomodar. / M.S.A.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.