Valcke, conciliador, diz que não há zona crítica

Secretário-geral da Fifa vê situação satisfatória nas obras e garante que não mudará discurso quando voltar à Suíça

SÍLVIO BARSETTI / RIO, O Estado de S.Paulo

31 de agosto de 2012 | 03h03

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, fez uso de palavras dóceis e otimistas para avaliar o andamento das obras de estádios e de infraestrutura nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo de 2014. Em entrevista coletiva ontem à tarde, num hotel da zona sul do Rio, Valcke adotou discurso conciliador e recebeu aplausos do presidente da CBF e do Comitê Organizador da Copa (COL), José Maria Marin.

"Não há problemas, não há zona crítica, ponto vermelho, nada disso. O ritmo necessário para se ter tudo pronto para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo foi alcançado", declarou Valcke, ao lado de Marin e dos ex-atletas Ronaldo e Bebeto, também dirigentes do COL, e do secretário executivo do Ministério do Esporte, Luís Fernandes.

O diretor da Fifa, porém, destacou que esse cenário "pode mudar a qualquer momento". "Ainda há dificuldades, sabemos disso. Mas, faltando 20 meses para a Copa do Mundo, temos uma situação bem satisfatória."

Valcke veio ao Brasil para uma visita às obras de Cuiabá e Manaus e voltará em outubro para uma inspeção nas sedes do Rio e Belo Horizonte.

Quanto à Copa das Confederações, Valcke disse que espera pela definição de Recife em outubro. "Na primeira semana de novembro, temos de anunciar quais as cidades para o torneio de 2013." Pouco depois, José Maria Marin garantiu que a capital de Pernambuco vai estar apta a receber jogos da competição.

Valcke foi indagado sobre uma estratégia já conhecida da Fifa, recorrente nos últimos quatro anos: a de elogiar, no Brasil, o ritmo das obras e, dias depois, na Suíça, onde fica a sede da entidade, criticar o País por atrasos. Disse que isso não vai se repetir.

"Temos uma linha clara de trabalho e um canal conjunto para falar sobre essas questões. Para evitar esses problemas, somos agora uma só voz: Fifa, COL e governo federal."

Descontração. Coube a Ronaldo descontrair o auditório, durante a entrevista, ao dizer que na visita de Valcke a Belo Horizonte vai oferecer ao secretário uma pinga pura. Depois, ele e Bebeto autografaram uma camisa retrô, da seleção de 1958, entregue por Marin ao diretor da Fifa. O presidente da CBF e do COL também fez questão de deixar seu nome no presente.

O COL anunciou ontem que o número de voluntários para o Mundial chegou a 95 mil. As inscrições permanecem abertas e serão filtradas.

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