Arnd Wiegmann/Reuters
Arnd Wiegmann/Reuters

Valcke e Aldo Rebelo lamentam 3ª morte no Itaquerão

Acidente atrasa as obras que só devem ser concluídas entre fim de abril e começo de maio

AE, Agência Estado

29 de março de 2014 | 18h17

SÃO PAULO - O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, lamentaram a terceira morte registrada nas obras do Itaquerão, sede da abertura da Copa do Mundo. O operário Fabio Hamilton da Cruz morreu neste sábado ao sofrer uma queda enquanto trabalhava na instalação das arquibancadas provisórias do novo estádio do Corinthians.

"Muito triste com a morte trágica do operário hoje na Arena de São Paulo. Meus sentimentos à família e aos amigos", disse Valcke, em sua conta no Twitter. O secretário estava no Brasil até esta quinta-feira para resolver a pendência das estruturas temporárias no entorno dos estádios da Copa. Assim como Valcke, Rebelo lamentou o episódio trágico.

"O Ministério do Esporte registra seu profundo pesar pela morte do operário Fabio Hamilton da Cruz, em decorrência do acidente ocorrido neste sábado na Arena Corinthians, e expressa toda solidariedade a seus familiares e amigos. Aguarda a apuração das circunstâncias e a determinação das responsabilidades pelo acidente", disse Rebelo, em nota. O operário sofreu a queda por volta das 10h30 deste sábado, quando tentava fixar o equipamento de segurança num cabo de aço. Ele atirou o gancho, que não prendeu, e acabou se desequilibrando com o movimento do corpo.

TERCEIRO ÓBITO

De acordo com a Fast Engenharia, responsável pela colocação da arquibancada móvel, ele caiu de uma altura de oito metros. Para o Corpo de Bombeiros, a queda foi de 15 metros. Foi o segundo acidente e o terceiro óbito registrados nas obras do Itaquerão. Em novembro do ano passado, Fábio Luiz Pereira, de 42 anos, e Ronaldo Oliveira dos Santos, de 44 anos, morreram após o desabamento de um guindaste durante a instalação de parte da cobertura do estádio.

O acidente atrasou as obras, que agora só devem ser finalizadas entre o fim de abril e o início de maio. No total, trata-se da oitava morte de funcionário ligado às obras levantadas para a Copa do Mundo. Em Manaus houve quatro óbitos e, em Brasília, um operário morto em ação, desde 2012.

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