Valdivia adia decisão, mas evita 'novela'

SÃO PAULO - O abatimento e a tristeza ainda estão estampados no rosto de Valdivia, mesmo depois de passada uma semana do sequestro relâmpago que sofreu. E, tão presente quanto em seu semblante, o peso do susto ainda faz o chileno não pensar em seu futuro.

Paulo Galdieri, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2012 | 03h06

Na primeira entrevista concedida após o retorno ao Brasil, o Mago disse que ainda não sabe o que fazer e que não decidiu se continuará no Palmeiras. A única coisa que o chileno diz ter certeza é de que pretende resolver sua situação rapidamente.

"Com certeza não vai virar uma novela, não quero nada se arrastando por duas ou três semanas. Até porque o Palmeiras e o treinador merecem respeito. E o Sampaio foi claro. Disse que eles querem que eu fique, mas que vão me apoiar."

Valdivia relatou o que chamou de "três horas de horror" sofridas ao lado de sua mulher, Daniela Aránguiz, durante o sequestro relâmpago na semana passada.

"Teve momentos em que pensei que eu fosse morrer", falou Valdivia, cabisbaixo, sério, bem diferente do costumeiro jeito irônico e brincalhão do atleta durante suas entrevistas.

Com segurança pessoal 24 horas e com auxílio de um psicólogo, colocados à disposição pelo Palmeiras, o Mago quer tentar voltar à rotina, e em suas próprias palavras "recuperar primeiro o homem" para depois decidir seu futuro profissional.

Durante todo o tempo em que concedeu a entrevista, Valdivia, sempre bastante consternado, externou a vontade de ficar ao lado de sua mulher e, no entanto, que ela está decidida a não voltar a morar no País. "Ela ama o Brasil, quis vir para cá, mas agora ela quer ficar com a família dela. E eu preciso descobrir se consigo colocar a cabeça no lugar, se consigo trabalhar longe dos meus filhos, dela."

ROTINA

O jogador, que está acompanhado de seu pai e do irmão, disse que só voltou ao Brasil porque precisava resolver sua situação com o Palmeiras. "Ela (a esposa) pediu, sim, para eu não voltar. Mas eu vim porque tinha que resolver as coisas."

Valdivia não sabe quando e mesmo se vai voltar a vestir a camisa do Palmeiras, mas contou que pretende permanecer no País até resolver seu futuro e, enquanto isso, ao menos quer manter uma rotina normal, comparecendo à Academia para treinar.

"Vou tentar convencer minha mulher a voltar, mas é muito difícil. Mas agora vou ficar aqui, vou treinar todos os dias. Sou funcionário do clube, tenho contrato assinado a cumprir. Minha obrigação, por mais que eu esteja sofrendo neste momento, é vir aqui."

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