Valdivia critica Scolari, clube e ameaça sair

Depois de se frustrar com a confirmação de que Adriano segue na Itália e de ver o Grêmio entrar forte na briga pelo meia Ronaldinho Gaúcho - o Manchester City também despertou interesse pelo craque do Milan -, agora o Palmeiras ganha nova dor de cabeça para a próxima temporada. O meia Valdivia, um dos principais nomes do atual elenco, está revoltado com a diretoria do clube e até ameaça deixar o Palestra Itália na próxima temporada.

, O Estado de S.Paulo

21 de dezembro de 2010 | 00h00

"Se o Palmeiras quiser o Valdivia em 2011, vai ter de me respeitar, desde janeiro. Senão a gente vai sentar e buscar uma solução. Esse ano joguei machucado e não era para ser assim", afirmou o Mago, em entrevista à Rádio Eldorado/ESPN ontem. "Eu gosto do Palmeiras, mas não vou aguentar mais as pessoas falarem mal de mim."

O meia está indignado com o tratamento que recebeu do clube. Para ele, a exposição em seguidas lesões musculares foi justamente para atender a pedido da comissão técnica, entenda-se o técnico Luiz Felipe Scolari. "Quando cheguei, a programação era de 15 a 25 dias. Eu fui obrigado a jogar antes de ficar pronto e fiquei cinco partidas jogando machucado. Eu não conseguia jogar, mas fui lá porque eu gosto do Palmeiras, por que eu acho que sou importante", disse, revoltado com Felipão. "Ele precisava de mim, eu fui lá e joguei. Só que quando não deu pra jogar mais, começou a falar que não ia para o tratamento médico, que estava saindo... Não vou aguentar isso. Chega de aguentar as pessoas falarem mal de mim."

Valdivia também esclareceu porque não quis assinar a carta de recomendação para os jogadores durante as férias. O Palmeiras até registrou o caso no Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo. "Esse documento não era para todo mundo, foi exclusivo pra mim, desconfiando de mim. E não é um documento legal", justificou.

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