Vale-tudo está proibido em São Paulo

Eventos de lutas de vale-tudo estão proibidos por lei na cidade de São Paulo. A prefeita Marta Suplicy sancionou nesta quinta-feira o projeto de autoria do vereador Arselino Tatto (PT), de 1998 - tornou-se a Lei nº 13.233, com data de quarta-feira. Tatto nunca viu uma luta de vale-tudo ao vivo, mas achou um absurdo ver "sangue escorrendo pelo rosto de competidores" pela televisão. Como não há legislação nacional a respeito, decidiu propor a proibição para São Paulo. "É ridículo, um incentivo à violência." Embora seja "pequeno e magrinho", como define, o vereador disse que vai "defender o seu ponto de vista".O presidente da Federação Paulista de Jiu-Jítsu, Otávio de Almeida Jr., de 48 anos, que em 2000 foi juiz de vale-tudo em promoções de Sérgio Batarelli, no Maksoud Plaza, acha que a prefeita deveria preocupar-se com as academias piratas e não qualificadas de artes marciais que proliferam na cidade. "É pagar a taxa de licenciamento e pronto", diz o dirigente.Otávio de Almeida acha que não havia motivos para proibir o vale-tudo, até porque não há promoções da luta na cidade desde o ano passado. Os lutadores de vale-tudo são, normalmente, praticantes de mais de uma arte marcial (jiu-jítsu, caratê, muay tai, etc). Na luta, basicamente, só não valem mordidas, puxões de cabelo, dedo no olho e golpes baixos, mas são permitidos socos, chutes, cabeçadas, cotoveladas, joelhadas, golpes de compressão e torção.

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