Valeu esperar

São Paulo e Palmeiras fazem um clássico emocionante depois de fortíssima chuva, que atrasou o início do jogo, no Morumbi, em 1h10. O empate (1 a 1) fez jus a um duelo muito equilibrado

Bruno Deiro e Daniel Akstein Batista, O Estado de S.Paulo

28 de fevereiro de 2011 | 00h00

O clássico no Morumbi entre São Paulo e Palmeiras começou com 1 hora e 10 minutos de atraso, e por pouco não foi adiado pela forte chuva na capital. A espera, porém, foi um bom negócio para os cerca de 26 mil pagantes que suportaram o mau tempo. No empate por 1 a 1, em jogo tenso e de muitas chances, o Palmeiras buscou a igualdade após expulsão de Alex Silva, mas deixou escapar a ponta do Estadual, agora ocupada pelo Mirassol.

A torcida do São Paulo contava com um show de Lucas, que, bem marcado, foi bastante discreto. Um golaço de Fernandinho, no primeiro tempo, deu a vantagem que foi mantida até sete minutos do fim, quando o Palmeiras transformou a pressão em gol, de Adriano. Em atuação bem abaixo dos últimos jogos, o time de Carpegiani teve de se superar na defesa com um a menos para evitar a derrota em casa.

"Nós entramos em campo, voltamos para o vestiário e tivemos de aquecer de novo, o que atrapalhou as equipes. Mas foi um grande clássico. Não poderíamos deixar o torcedor voltar para casa sem realizar este jogo", disse Alex Silva, que reclamou da expulsão no início da etapa final. "Nunca agredi ninguém, não tenho isso no currículo. Fui apenas cobrá-lo por ter simulado a falta." Já Adriano, pivô da expulsão, garantiu que o cartão vermelho foi justo. "Ele pisou no meu pé mesmo e eu caí."

Clássico tenso. Após tanta chuva, o tempo fechou no Morumbi logo no segundo minuto - desta vez em campo, quando Miranda e Valdivia se provocaram e houve empurra-empurra, mas os dois foram apenas advertidos verbalmente. No lance seguinte, o zagueiro são-paulino derrubou o chileno e levou cartão amarelo.

O São Paulo foi então ao ataque e abriu o placar aos 25. Fernandinho recebeu pelo lado esquerdo, tirou Danilo com corte para o lado e soltou forte chute cruzado de canhota pelo alto, sem chance para Deola. Pouco após a bola ter entrado, a energia elétrica do Morumbi caiu, interrompendo a partida. Com pouca visibilidade, o clássico ficou parado por mais 15 minutos.

No retorno, o Palmeiras pressionou, mas levou pouco perigo a Rogério Ceni. Quem teve boa oportunidade foi o jovem Lucas, que recebeu de Dagoberto no meio da zaga palmeirense, mas perdeu tempo e o chute saiu torto. "Demorei um pouco para finalizar, o marcador chegou e atrapalhou o chute", disse o meia. Com tantas interrupções, o time de Carpegiani foi para o vestiário satisfeito com a vantagem. "Ainda bem que, mesmo com o apagão, conseguimos sair na frente no primeiro tempo. Mas temos de corrigir alguns erros no segundo", afirmou Alex Silva.

Um erro infantil do próprio zagueiro, no entanto, apimentou o clássico na etapa final. Valdivia e Kleber trocavam ofensas com a zaga são-paulina quando o palmeirense Adriano simulou falta aos 13 e foi agredido por Alex, que levou o cartão vermelho. "Não que a atitude seja correta, mas ele (Alex) só foi cobrar", afirmou Rogério Ceni, que ontem teve apenas uma chance de se aproximar do centésimo gol, mas a cobrança de falta parou na barreira (segue com 98 na carreira).

O jogo, que já era tenso, ficou mais emocionante. Pouco exigido até então, Rogério Ceni fez ótimas defesas em chutes de Tinga e Valdivia e salvou o time em chute de Adriano, cara a cara. Aos 38, porém, Ceni nada pôde fazer. Novamente sozinho, Adriano chutou com força para igualar e trazer alívio aos palmeirenses. A equipe, porém, não conseguiu encerrar o jejum de nove anos (17 jogos) sem vencer o São Paulo no Morumbi.

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