Valeu pelo respeito às vítimas de Realengo

Homenagem da torcida e da equipe aos mortos e feridos no Rio marca a derrota do Corinthians[br]para o São Caetano

Marcon Beraldo, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2011 | 00h00

ESPECIAL PARA O ESTADO

O Corinthians voltou a jogar mal, perdeu por 2 a 1 do São Caetano, Liedson saiu de campo reclamando da falta de poderio do time e do juiz, mas tudo isso ficou em segundo plano ontem, no Pacaembu. Quem foi ao estádio - o público total registrado foi de 18.621 pessoas -, emocionou-se, ou ficou emocionado, com a homenagem feita às vítimas do massacre na escola em Realengo, no Rio de Janeiro.

A torcida mostrou que, quando quer, sabe fazer bons gestos. Os jogadores também se envolveram na homenagem. O atacante Adriano, apresentado ontem à torcida corintiana, mostrou-se sensibilizado pela tragédia. Em determinado momento, exibiu uma camisa onde estava escrita a palavra "paz"".

Os atletas jogaram com camisas onde estavam escritos os nomes das crianças e adolescentes assassinados. Os organizados estenderam nas arquibancadas faixas com os nomes das vítimas. Também havia uma em que se podia ler apenas: "Realengo/RJ. 07.04.2011"", em alusão à data do massacre.

Péssima atuação. Em campo, porém, o Corinthians desafinou. A equipe vinha de dois jogos sem vitória e, talvez pressionada pela necessidade de obter um bom resultado, não se encontrava. Quem mostrou mais objetividade desde o início foi o São Caetano, que saiu na frente aos 10 minutos graças a um pênalti cometido por Leandro Castán em Artur: Eduardo cobrou no canto esquerdo e abriu a contagem.

Então, o Corinthians se desestabilizou ainda mais. Disso se aproveitou o São Caetano que, marcando forte e com bastante determinação, se impôs.

A equipe corintiana voltou para o segundo tempo com Bruno César no lugar de Luis Ramirez, tentativa do técnico Tite de dinamizar o ataque. Não adiantou. O time continuou mal e quem fez o segundo gol foi o São Caetano, aos 10 minutos. Eduardo driblou Leandro Castán (a bola passou entre as pernas do zagueiro) e colocou no canto direito.

Aí começou uma forte chuva no Pacaembu, o que ajudou o time do ABC a destruir a ofensiva corintiana. O goleiro Luiz chegou a fazer algumas boas defesas antes de ser surpreendido pelo chute de Paulinho, aos 35 minutos. Mas, depois, o Corinthians não teve competência para ao menos empatar e, às vésperas do mata-mata, preocupa a torcida.

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