Vanderlei Cordeiro quer voar no Japão

Vanderlei Cordeiro de Lima desceu, após passar 55 dias nos 2.600 metros de Paipa, na Colômbia, preparado para voar na Maratona de Lake Biwa, no Japão, dia 6 de março. "Agora ele tem mais combustível para gastar", resume o técnico Ricardo D?Angelo, sobre a preparação em altitude. O cachê está na casa dos US$ 100 mil. E a meta é correr o melhor tempo da carreira na primeira prova após o feito heróico da conquista da medalha de bronze na Olimpíada de Atenas, após o empurrão do ex-padre irlandês Cornelius Horan quando liderava a corrida. Vanderlei quer fazer os 45km195 m em menos de 2h08min31.Vanderlei voltou de Paipa na quinta-feira à noite e está em Maringá para matar saudades da família antes de viajar para o Japão, no domingo. "Sou reservado em minhas previsões, mas acho que ele está pronto para melhorar o resultado, se tudo der certo. Muitas vezes ele esteve bem próximo de bater seu recorde pessoal, mas por um detalhe ou outro não conseguiu. Resolvemos fazer algumas mudanças, dentre elas o local de treinamento", avalia o técnico, dizendo que Paipa é mesmo o paraíso para fundistas - a cidade também é muito frequentada por ciclistas, todos em busca de resistência.Vanderlei deve ter torcida em Lake Biwa. "Acho que tanto quanto os japoneses", afirma D?Angelo. "Será a primeira vez que ele vai competir lá após a Olimpíada, mas sei que o interesse é grande. Logo após os Jogos de Atenas vieram ao Brasil duas TVs, alguns jornais japoneses, mais o almoço que teve com o primeiro-ministro do Japão em Brasília."A torcida pode empurrar Vanderlei para a prova mais rápida de sua vida, mas o fundista confia mesmo na preparação feita em Paipa, como antes da Olimpíada, no ano passado. "Me sinto até melhor do que antes de Atenas. Treinei muito bem na Colômbia e estou determinado a quebrar o meu recorde pessoal", afirma Vanderlei, que não teve nem de esperar pelo visto para o Japão, no Consulado de Bogotá, quando se apresentou à funcionária. Foi recebido pelo cônsul e teve o visto algumas horas depois.

Agencia Estado,

26 de fevereiro de 2005 | 10h42

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