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Vanderlei teme novos ataques de irlandês

O irlandês Cornelius Horan pegou um ano de prisão, com direito a sursis, pela agressão a Vanderlei Cordeiro de Lima, durante a última prova da Olimpíada, a maratona, no domingo, e já foi solto. Bastou pagar ? 3 mil de fiança para que conseguisse a liberação. A vítima, o atleta brasileiro, lamentou a liberdade dada a Horan e declarou temer que o ex-padre volte a atacar em eventos de grande repercussão. "Ele vai fazer de novo, ou vai matar alguém ou acabará morto." O julgamento ocorreu já na manhã desta segunda-feira por três integrantes de uma corte grega e, logo em seguida, o resultado foi anunciado. Os gregos tinham interesse em divulgar a notícia o mais rápido possível para mostrar que se mantêm em cima do caso. Horan deve retornar ao Reino Unido, provavelmente para Londres, nos próximos dias, mais uma vez ileso. No ano passado, por exemplo, invadiu a pista de Silverstone, no GP da Inglaterra de Fórmula 1, e também acabou liberado sem conseqüências. O irlandês, visivelmente afetado psicologicamente, pediu desculpas aos juízes e declarou esperar pelo "perdão no dia do julgamento final". O tribunal poderia ter aplicado pena de até cinco anos, mas resolveu abrandá-la por causa de sua incapacidade mental. Vanderlei, que receberá do Comitê Olímpico Internacional a medalha Pierre de Coubertin pela demonstração de fair play e espírito olímpico, perdoou Horan pelo ataque, durante concorrida entrevista coletiva na Casa Brasil. Recebeu, por isso, aplausos das pessoas que acompanhavam seu depoimento. "Não tenho mágoa nenhuma da pessoa que fez isso comigo", declarou. E reiterou sua satisfação com a conquista do bronze, embora tivesse liderado boa parte da prova. "Minha alegria é maior que minha tristeza", comentou. "Durante os quatro anos de preparação passou pela minha cabeça a entrada no Estádio Panathinaiko, era um sonho a conquista de uma medalha olímpica." Em Atlanta, em 1996, e em Sydney, em 2000, sofreu com problemas físicos e teve desempenho pífio. Premiação de ouro - O presidente da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), Roberto Gesta, anunciou que a entidade pagará ao atleta paranaense o prêmio estipulado para a medalha de ouro, R$ 10 mil. A BM&F, um de seus patrocinadores, também pretende entregar-lhe a barra de um quilo, como havia previsto para o vencedor, e não apenas a de 250 gramas, destinada ao terceiro colocado. Receberá, ainda, bônus em dinheiro do Pão de Açúcar.

Agencia Estado,

30 Agosto 2004 | 14h55

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