Vantagem corintiana aumenta no Rio

Com vitória por 2 a 0 diante do Botafogo, em São Januário, time abre sete pontos sobre o vice-líder São Paulo

Fábio Hecico, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2011 | 00h00

O Corinthians segue derrubando marcas neste Brasileiro. Espantou o fantasma Atlético-GO, não tropeçou contra os pequenos e ontem mostrou que sabe ganhar no Rio.

Depois de só dois triunfos nas últimas 20 visitas à cidade maravilhosa, a equipe de Tite somou a sétima vitória seguida na competição, ao bater o Botafogo, em São Januário, por 2 a 0. Agora são sete pontos de vantagem sobre o vice-líder São Paulo.

O Corinthians segue sobrando na tabela e seus jogadores alternando as noites/dias de herói.

Ontem foi Liedson. Ele estava há quatro jogos sem balançar as redes, jejum jamais vivido com a camisa corintiana.

Artilheiro do time na temporada, então com 15 gols, já não conseguia disfarçar o incômodo.

Ainda mais com Emerson entrando bem nos jogos e com a reta final de recuperação de Adriano - já caminha no gramado e iniciará os treinos com bola em campo na próxima semana.

Ciente de que estava em dívida com a torcida, o camisa 9 iniciou o jogo no Rio mostrando vontade acima do habitual.

A cada lance, movimentava-se e não se inibia em levantar o braço para pedir a bola - chegou até a buscá-la na intermediária.

A marcação era dura do espetado Fábio Ferreira, com um penteado no mínimo estranho.

Mesmo assim, ele conseguia se desvencilhar do ex-corintiano lançado por Tite. Na primeira brecha, finalizou em cima de Jefferson. Estava impedido.

Na segunda, não desapontou. Jorge Henrique achou Fábio Santos na lateral, que serviu o centroavante. Placar aberto, com direito a beijo na aliança, aos 43 minutos da primeira etapa.

"Essa bola sempre dá gol, é a que o Liedson gosta, no chão. Um bom passe do Jorge Henrique, o cruzamento e, graças a Deus ele pôde fazer o gol", disse, à Band, o garçom Fábio Santos.

Naquela altura, num jogo sem grandes emoções, o lance de maior perigo havia sido bola na trave de Herrera, em finalização forte, de pé esquerdo.

O segundo tempo começou com o Corinthians fazendo o que gosta: apostando nos contragolpes. Foram algumas boas chances de ampliar o placar e evitar o sufoco. Willian, três vezes (Jefferson fez duas belas defesas), e Weldinho assustaram.

No fim, quando o Botafogo sufocava, Emerson ainda carimbou o travessão.

Tite já reforçava a marcação quando viu, aos 41, Júlio César sofrer uma luxação no dedo mindinho da mão esquerda. Não haviam mais substituições.

Júlio foi para o sacrifício, segurou a pressão nos minutos finais e viu, aos 48, Paulinho garantir mais uma vitória merecida.

O Corinthians mandou na etapa final, trouxe mais três pontos na conta, mas lamentou perdas para o próximo jogo: Além da lesão de Júlio César, Jorge Henrique saiu sentindo uma fisgada na virilha e Liedson, por reclamação numa cobrança de lateral, e Fábio Santos levaram o terceiro cartão amarelo.

Rivalidade. Domingo, às 16 horas, o Corinthians recebe o Cruzeiro. O Pacaembu deve estar lotado, como vem sendo a tônica neste Brasileiro. Até ontem, nada menos de 21 mil ingressos já haviam sido comercializados.

Apesar de ser outro ano, a disputa promete ser quente. Ano passado, na reta final do Nacional, o Corinthians fez 1 a 0, gol de pênalti de Ronaldo, sofrido por ele mesmo e bastante contestado pelos mineiros. O resultado valeu a liderança, perdida logo depois para o Fluminense.

Não bastasse o lance que decidiu o resultado, o Cruzeiro ainda teve três gols anulados por impedimentos, o que fez Cuca dar até soco na mesa nos vestiários.

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