Patrick Hertzog/AFP
Patrick Hertzog/AFP

Varejão quer mostrar força contra a Austrália em jogo de preparação

Adversário deste domingo é o mesmo da estreia do Brasil nos Jogos

ALESSANDRO LUCCHETTI - ENVIADO ESPECIAL, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2012 | 16h06

atualizado às 16h30 para correção de informações

Depois de duas derrotas seguidas, para Estados Unidos e França, é hora de vencer e mostrar que o poderio brasileiro no basquete não reside apenas no campo das ideias, mas é algo concreto. É mais ou menos esse pensamento que se processa debaixo do cabelo esvoaçante de Anderson Varejão.

O ala-pivô do Brasil quer intimidar a Austrália com uma demonstração de força. O adversário desta domingo, 22, em partida que começa às 14h30 (horário de Brasília, com transmissão da ESPN Brasil) é o mesmo que estará à frente do time de Rubén Magnano às 15h15 do dia 29, o domingo em que o Brasil inicia mais uma campanha olímpica, depois de 12 sofridos anos de afastamento, na Basketball Arena de Londres.

"É o nosso primeiro adversário. Precisamos mostrar a eles para quê estamos indo à Olimpíada", diz o jogador do Cleveland Cavaliers.

Recuperado de uma lesão no punho direito que o afastrou do Pré-Olímpico de Mar del Plata, no ano passado, Varejão ainda sentia falta de ritmo de jogo nas partidas preparatórias de São Carlos (contra Nigéria, Nova Zelândia e Grécia). Em Estrasburgo, ele já se sente bem mais à vontade. "Espero chegar ao ponto ideal em Londres. Mas já melhoraram muito a minha noção de posicionamento na quadra e minha condição física. Estou me sentindo bem".

Quanto ao conjunto brasileiro, o capixaba espera mais regularidade. "Temos momentos brilhantes e outros de baixa. O mais importante é o foco e jogar da mesma maneira pelos 40 minutos".

Marcelinho Huertas, que parece ter atingido a sua maturidade como atleta, com grande capacidade de leitura do jogo e distribuição das bolas, quer começar a derrotar a Austrália desde já. "É um jogo importantíssimo. Num torneio olímpico, é determinante começar com uma vitória".

Huertas reconhece apenas que deve controlar melhor os seus erros. Na última sexta-feira, depois da partida, ele lamentou que seu nervosismo tenha resultando numa falta técnica, que foi capital num jogo equilibrado, encerrado com vitória da França por 78 a 74.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.