Vasco: Guerra contra organização do Pan

O presidente do Vasco, Eurico Miranda, declarou guerra ao Comitê Organizador dos Jogos Pan-Americanos do Rio de 2007 (CO-RIO) por causa da disputa política interna no clube. O dirigente não quer mais ceder o Estádio de São Januário, previsto para ser a sede de algumas partidas de futebol, porque está revoltado com algumas declarações feitas pelo secretário Geral da competição Carlos Roberto Osório, durante um encontro do Movimento Unido Vascaíno (MUV), facção líder da oposição."Ele (Osório) disse que o Vasco era uma jóia e que nós precisamos retomá-la e lapidá-la. Quem é ele para retomar o Vasco?", indagou Miranda. "É absolutamente inaceitável que eu possa, que o Vasco possa conviver com o secretário Geral que lá está, que é o senhor Carlos Roberto Osório, que se disse integrante de um movimento de oposição do Vasco." O presidente do Vasco se rebelou contra o secretário Geral do CO-RIO por causa de sua participação em um encontro do MUV, na Associação Comercial do Rio de Janeiro, no Centro, no dia 19 de julho, quando ministrou uma palestra sobre o "Financiamento dos Esportes Olímpicos em Clubes de Futebol". Na página da internet, o dirigente do Pan-Americano ainda é descrito como vascaíno e participante do movimento.A frase atribuída a Osório e que enfureceu Miranda foi: "Temos uma jóia, um tesouro, que é o nosso clube. Precisamos retomá-la e lapidá-la". O presidente do Vasco interpretou a afirmação do secretário Executivo do CO-RIO como uma afronta a sua administração, mas acenou com a possibilidade de aceitar uma trégua."Não vou ceder. Mas, se tiver uma explicação plausível, clara, uma desculpa formal... Ou ele se retrata ou não tem negócio no Vasco com o Comitê Olímpico, isso você pode estar certo", frisou o presidente vascaíno. "Entendo que quem vai para um comitê, principalmente olímpico, eticamente não deve estar participando de política partidária." Procurado pela Agência Estado tanto o secretário Geral do CO-RIO quanto o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, optaram por não comentar o assunto sob a alegação de que desconhecem a intenção do presidente do Vasco.

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