Reprodução/Facebook
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Vela australiana pede pressão contra poluição da Baía de Guanabara

Local de provas na Olimpíada tem sofrido com as críticas

REUTERS

18 de outubro de 2015 | 15h13

O dirigente australiano da vela olímpica, Peter Conde, fez um apelo para que se pressione os organizadores dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro a limparem as àguas polúídas da Baía de Guanabara a tempo da competição, que será disputada no próximo ano.

A qualidade da água na Baía de Guanabara, onde a vela olímpica e outros esportes aquáticos serão disputados, vem sendo alvo de críticas e a situação se agravou mais recentemente após relatos de que atletas ficaram doentes depois de competir no local.

"Seria bom se todo mundo no esporte pressionasse o governo a fazer o que realmente precisa fazer: limpar o local completamente", disse Conde, em comentários publicados no jornal News Ltd neste domingo. "Estamos lidando com aspectos de saúde e segurança que são incomuns neste esporte."

Dois velejadoes internacionais, da Coreia do Sul e da Alemanha, treinaram no Rio em agosto e contraíram infecções que alegaram ser decorrentes do contato com as águas cariocas. Um estudo independente encomendado pela Associated Press feito em julho mostrou que as águas estão tão contaminadas com bactérias e vírus provenientes de esgoto que os atletas poderiam ficar doentes e impossibilitados de competir.

Os organizadores dos Jogos têm, repetidas vezes, prometido limpar o local a tempo para as competições e minimizaram as denúncias de lixos flutuando e peixes mortos aos montes nas praias. Segundo Conde, os velejadores australianos, que venceram três medalhas de ouro nas Olimpíadas de Londres, terão que tomar precauções extras com a saúde no Rio no próximo ano.

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